Motoristas de São José testam novas mudanças no trânsito de Forquilhinhas

Sinaleiras instaladas no trevo da BR-101 terão de ser sincronizadas

Os moradores e motoristas que trafegam pela região do trevo de Forquilhinhas, em São José, precisarão ter mais um pouco paciência até que o novo modelo de trânsito no local seja ajustado. Os testes começaram no fim de semana, mas somente nesta segunda-feira –  com o fluxo normal do dia – os técnicos puderam observar de fato o movimento e o que precisa ser mudado. Os semáforos ainda não estão sincronizados e pela manhã desta segunda-feira os funcionários da Autopista Litoral Sul orientavam os motoristas no trecho à margem da BR-101 para que o trânsito tivesse mais fluidez.

Daniel Queiroz/ND

No novo modelo, as ruas Artur Mariano e Luiz Fagundes (lado de Picadas do Sul) tornaram-se mão única

O acesso à marginal próximo ao trevo foi finalizado nesta segunda-feira, as calçadas devem ficar prontas esta semana. Alguns motoristas desatentos ainda passam reto na entrada do trevo, outros ainda seguem o binário mesmo não querendo ir para o bairro. Em alguns pontos ainda faltam placas de sinalização. Na rua vereador Arthur Mariano os semáforos próximos ao retorno estavam desligados.

Na entrada do trevo o semáforo que fica à direita fica amarelo e intermitente, pois a ideia é que a pista da direita, para quem quer seguir direto para o bairro fique livre. Mas muitos motoristas ainda param quando poderiam seguir em frente por causa do semáforo central. Neste mesmo ponto foi instalado um botão para travessia de pedestres que ainda não funcionava pela manhã.

O supervisor de tráfego da Autopista Litoral Sul Ronaldo Almeida acredita que deve levar pelo menos cinco dias para que o trânsito fique organizado. “Com o semáforo cada um sabe o momento que deve passar e quando deve parar, o que antes não acontecia. Fizemos os testes no fim de semana mas só hoje com o movimento intenso é que podemos identificar as maiores necessidade, quais trechos precisam de mais fluidez durante os dia e os horários de pico. É um trabalho contínuo e assim que ajustarmos essa sincronia dos sinais ficará tudo organizado e fluindo melhor”, disse.

Próximos dias serão de observação e ajustes

A expectativa da secretária de segurança Andrea Pacheco é que na próxima semana tudo esteja ajustado. Sobre o semáforo desligado no bairro ela disse que foi uma decisão durante as observações no fim de semana: “Desligamos o semáforo e a fila que tinha formado no bairro terminou. Hoje foi mais um dia de observação, e será assim durante toda a semana. Se ficar bom assim vai permanecer fechado. Se houver conflito mudamos”.

Ela disse também que o atraso na abertura dos acessos da marginal para BR dificultam o planejamento. “Temos que contar com a quantidade de veículos média que vai passar por ali, com os acessos aberto esse tráfego muda, diminui cerca de 30% o fluxo ali. Por isso nesses primeiros dias os motoristas precisarão de um pouco mais de paciência”, afirmou.

Enquanto a equipe de reportagem esteve no local, na manhã de ontem, algumas viaturas da guarda municipal circularam pelo trecho. O morador Rafael Matos, 36, que mora no bairro desde a infância e tem um comércio na rua Luiz Fagundes reclama. Ele diz que as ruas que foram abertas para o binário não comportam a quantidade de veículos que desde o fim de semana começaram a trafegar por ali.  “O primeiro problema foi o fechamento dos acessos à marginal, todo o trânsito da BR foi jogado para cá, isso que fez a rotatória parar de funcionar. Os semáforos, do jeito que está, não funcionam. O motorista anda 100 metros e logo para”, afirma.

Outra observação de Matos é que nas ruas que viraram mão única, os pontos de ônibus não tem recuo e isso acaba trancando o trânsito em horário de pico como era antes.

O posto de gasolina próximo ao trevo onde o frentista Lissandro Chagas trabalha acaba virando ponto de informações também. Desde o início das mudanças, dezenas de motoristas param no local para ter certeza do melhor caminho. “A maioria fica em dúvida sobre como voltar para a BR, perguntam onde é o próximo acesso, porque já queria ter retornado, mas não acharam saída. Com a sinaleira por enquanto não vejo diferença, porque o motorista tem que ficar parando. A fila é a mesma ou pior”, opinou.

Para Rafalel João, que passa de caminhão diariamente pelo trevo o único problema é a falta de sincronia, que está sendo ajustada aos poucos pelos técnicos: “Tem que sincronizar porque agora ainda não funciona bem, mas se arrumarem isso vai melhorar, fica mais organizado pra todo mundo que passa aqui”.

 

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