Motorista que atropelou e matou adolescente em Joinville está em liberdade 

Homem estava no presídio quando saiu decisão judicial pela liberdade provisória; entenda os próximos passos desse caso

O motorista que atropelou e matou Ryan André Valler de Faria, de apenas 16 anos, foi autuado por homicídio culposo pelo delegado da Polícia Civil, Fábio Baja, que atendeu ao flagrante do crime. 

O motorista foi preso, mas quando estava no presídio, uma decisão judicial concedeu liberdade provisória. Homologou o flagrante, mas concedeu a liberdade até que o processo chegue ao fim. 

Ryan morreu atropeladoVIDA INTERROMPIDA: Ryan estava com a família quando foi atropelado e morreu no local – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

O acidente ocorreu por volta das 19h15, na noite de domingo (21) no bairro Itaum, zona Sul de Joinville. Foi no cruzamento na Avenida Francisco Alves, em uma ponte. 

Ryan estava andando de bicicleta com o pai, que  também estava de bicicleta quando um Citroen C4 atingiu o menino, que bateu contra o parabrisas e caiu. Ele recebeu atendimento médico, mas não resistiu ao impacto. O pai de Ryan também se feriu, mas não gravemente.

Acidente fatal ocorreu na noite de domingo no bairro Itaum, zona Sul de Joinville – Foto: Arquivo Pessoal/DivulgaçãoAcidente fatal ocorreu na noite de domingo no bairro Itaum, zona Sul de Joinville – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Segundo testemunhas ouvidas pela Polícia Civil, o motorista do
Citroen estava em alta velocidade, fez uma ultrapassagem em local absolutamente inapropriado e bateu contra o adolescente na contramão. 

“Por isso, não foi considerado um acidente de trânsito e sim um crime, por conta da imprudência do motorista”, reforça Baja.

O delegado, inclusive, já solicitou as perícias do local do crime, do veículo e do exame cadavérico. “Ouvimos as testemunhas, o pai de Ryan, e agora estamos esperando os laudos das perícias”, disse o delegado.  

A perícia do veículo, por exemplo, vai dizer a velocidade aproximada em que o Citroen estava na hora da colisão. O exame cadavérico vai apontar a causa da morte.

Ainda de acordo com testemunhas, a velocidade máxima permitida para via é de 40km/h e o motorista estava em uma “velocidade incompatível.”

O Boletim de Ocorrências da Polícia Militar em que o Grupo ND teve acesso mostra que tanto a polícia quanto testemunhas relataram que condutor do carro apresentava sinais de embriaguez. 

Segundo a Polícia Militar, o motorista apresentava sinais de embriaguez como “fala pastosa, hálito etílico, desorientação e estava extremamente agitado e alterado”.

Em outro trecho do boletim, testemunhas informaram que ele foi encontrado “cambaleando, com a voz arrastada e os olhos vermelhos”.

Na abordagem, a PM ofereceu o teste do bafômetro, mas o motorista teria recusado. Ao ser questionado novamente, ele teria confirmado que, de fato, consumiu bebida alcoólica. Essa informação teria sido registrada por uma das câmeras corporais da equipe.

Mas, ao prestar depoimento, segundo o boletim de ocorrência da PM, ele ficou em silêncio ao ser perguntado sobre a embriaguez. Horas depois do acidente fatal, na Central de Polícia, o motorista foi submetido ao exame clínico de alcoolemia, mas, segundo o médico legista, deu negativo. 

Passagens policiais

Outra informação que a reportagem do Grupo ND teve acesso é de que o motorista que atropelou e matou o adolescente tem outras passagens policiais, inclusive constam acidentes de trânsito, além de violência contra mulher e ameaça contra homem. 

O corpo de Ryan foi velado na Capela do Cemitério Municipal na tarde desta segunda-feira. Abalada, a família não quis falar.

O advogado do motorista não foi encontrado pela reportagem.

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