Radares espalhados pela BR-282 em SC tentam conscientizar motoristas e reduzir acidentes

Instalação dos radares começou em agosto do ano passado e terminou em maio deste ano

A BR-282 conta com 47 controladores e redutores de velocidade espalhados em Palhoça e Lages. A instalação dos radares começou em agosto do ano passado e terminou em maio deste ano. De pista simples a rodovia é uma das mais perigosas de Santa Catarina e também uma das principais ligações entre a região da serra e o litoral, o que faz o trecho receber um tráfego intenso de veículos todos os dias.

Radares espalhados pela BR-282 em SC tentam conscientizar motoristas e reduzir acidentes – Foto: Leo Munhoz/NDRadares espalhados pela BR-282 em SC tentam conscientizar motoristas e reduzir acidentes – Foto: Leo Munhoz/ND

A implantação de mecanismos de controle, para os especialistas, é uma forma de frear os motoristas que abusam da velocidade permitida e assim consequentemente reduzir acidentes e mortes. São equipamentos instalados estrategicamente nos pontos mais críticos da estrada.

Segundo o presidente do Monatran (Movimento Nacional de Educação no Trânsito), Roberto Alvarez Bentes Sá, “o motorista em geral, o brasileiro principalmente, quando se sente vigiado muda o comportamento na estrada, o dirigir. E é preciso, realmente, que nós tenhamos consciência do risco que traz a velocidade”.

Pedro Paulo da Cruz é especialista em Gestão e Segurança no Trânsito, e explicou que “a instalação do redutor de velocidade deve ser precedida de estudos técnicos que comprovem sua necessidade, quer seja por uma área residencial, travessia de pedestres, ciclistas ou veículos não motorizados, ou por um histórico de acidentes de trânsito que ateste a necessidade de haver uma redução naquele ponto”.

Na BR-282, a sinalização orienta que o limite de velocidade é de 80 km/h, nos trechos urbanizados o limite cai para 50 km/h e 60 km/h. No entanto, o excesso de velocidade é comum e quando combinado com uso do celular, ultrapassagem em locais proibidos ou uso de bebida alcoólica pode ser fatal.

“O perigo ronda as nossas estradas, principalmente por causa da má formação dos nossos motoristas. Na rodovia, você tem que saber como ultrapassar, você tem que saber como dirigir na rodovia de mão dupla, na rodovia de mão única, você tem que saber se comportar no caso de neblina, você tem que saber como você vai dirigir em uma rodovia em maus estado de conservação”, disse Cruz.

Dados da PRF (Polícia Rodoviária Federal) mostram que desde a implantação dos radares houve uma queda significativa no número de acidentes com vítimas fatais. No primeiro semestre do ano passado foram 248 colisões com 336 feridos e 22 mortos. No mesmo período deste ano foram 200 acidentes com 232 feridos e 11 mortes.

A BR-282 não foi projetada. Foi uma estrada de ligação que virou uma rodovia e que não recebeu a devida estrutura com o passar dos anos. Por isso, a Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) lançou o projeto BR-282 Mais Segura e Eficiente, com o objetivo de cobrar a implantação de ações que em curto prazo possam melhorar a segurança e a fluidez da rodovia.

“Os investimentos que nós pedimos são a criação de faixas adicionais, de correção de alguns gargalos, mas certamente que a duplicação nesse momento se tornaria muito onerosa. Então, intervenções identificadas nos gargalos que vão trazer grande melhoria da trafegabilidade nesse trecho”, disse o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

Conforme o especialista em Gestão e Segurança no Trânsito, além de da instalação de radares, da aplicação de multas e de melhorias na infraestrutura, é necessário conscientizar o motorista dos perigos do comportamento imprudente ao volante.

“A punição, você tem medo de ser punido, ter que pagar multa e reduz a velocidade ali. Mas se você não tiver consciência do risco do acidente de trânsito, no momento seguinte você aumenta a velocidade, esquece o medo de ser punido e volta a desenvolver velocidades superiores”, avaliou Cruz.

Confira a reportagem do Balanço Geral Florianópolis!

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