Sem data para começo das obras na curva da morte na SC-401

Deinfra já licitou a empresa que vai fazer o novo traçado do trecho, mas trabalhos devem demorar. Curva teve 477 acidentes em uma década

Daniel Queiroz/ND

Obra em curva na SC-401 não é prioridade do Deinfra

Apesar de ter registrado 477 acidentes, com 151 pessoas feridas e uma morte na última década, o trecho de 200 metros da SC-401, no bairro Saco Grande, em Florianópolis, não está entre as prioridades do Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura). O novo traçado da chamada Curva da Morte já foi licitado, mas não há prazo para o começo das obras. A intervenção, orçada em R$ 1.126.481,37, deve reduzir o número de ocorrências no local.

Segundo o presidente do Deinfra, Paulo Meller, o programa SOS Rodovias mapeou 272 pontos críticos na malha viária de Santa Catarina. Serão investidos R$ 20 milhões em reparos. Mas o critério para o começo das obras leva em conta o número de mortes e não acidentes. “Ela é uma das que tem maior número de acidentes. Só que existem pontos mais críticos. Licitamos os primeiros 30, incluindo a curva da morte, mas não sabemos quando será assinada a ordem de serviço”, justificou.

Números da PMRv (Polícia Militar Rodoviária) mostram a escalada no número de acidentes desde 2003. As ocorrências mais que dobraram. Foram 32 em 2003 e 79 no ano passado. O ano  mais violento foi 2010, com 92 acidentes. Em 2011, ocorreu a única morte do período. O argentino Ernesto Alberto Sonjurjo Arias, 55 anos, perdeu o controle do carro na curva e capotou. Chovia no dia do acidente.

O projeto prevê uma curva mais aberta, alargamento da pista e sinalização para alertar os motoristas. O conjunto de medidas deve reduzir os riscos de acidentes. A empresa que vai executar as melhorias será a Técnica Viária. Segundo Meller, apesar do alargamento da pista “não haverá desapropriações” ao longo do trecho da curva da morte.

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