Saiba como está o trânsito na BR-101 em São José com a liberação da terceira faixa

As obras da terceira faixa na BR-101 sentido Norte começaram em fevereiro, com investimentos de R$ 53,2 milhões pela Arteris Litoral Sul

Uma nova semana está começando e a paciência do motorista já vai sendo testada no trecho da BR-101 na Grande Florianópolis. Acidentes na região, o mau tempo e o movimento logo cedo pioram problemas que já incomodam há anos. Não é novidade que quem trafega pela região sofre com o trânsito complicado e lento. Questões que a ampliação da terceira faixa na via promete resolver.

Trecho da terceira faixa na altura de São José, entre os quilômetros 210 e 205, já foi inaugurado – Foto: Arteris/divulgação/NDTrecho da terceira faixa na altura de São José, entre os quilômetros 210 e 205, já foi inaugurado – Foto: Arteris/divulgação/ND

O motorista Fabiano José Lopes depende do trecho para trabalhar e está atento a isso: “Eu enfrento esse trânsito há 20 anos, da BR-282 até o Centro [de Florianópolis]. Com essa terceira faixa ficou muito bom. Antigamente, eu levava uma hora, uma hora e meia, e hoje eu tô levando de 25 a 30 minutos. Tá ficando muito bom. O único problema é a entrada da Via Expressa”

O primeiro trecho citado por Lopes é o de 5 km da terceira faixa na altura de São José, entre os quilômetros 210 e 205, já inaugurado no final de agosto. Esse é o primeiro lote liberado pela Arteris Litoral Sul. Apesar da melhora no fluxo do local, a não conclusão total dos outros trechos segue afetando o movimento, principalmente na entrada da Via Expressa que leva à Florianópolis.

A reclamação do motorista Fabiano é a mesma da assistente de faturamento Roberta Nunes. Ela transita pelo trecho entre Palhoça e a Capital todos os dias e viu uma melhora significativa, principalmente no trecho já entregue, mas com ressalvas.

“Antes, eu demorava em torno de uma a uma hora e meia. Hoje, eu já levo de 25 a 35 minutos. Isso mesmo com chuva. O único ponto negativo que eu tenho para falar, por enquanto, é a questão da entrada para a Via Expressa sentido Ilha. Quem sai da marginal acaba querendo ter preferência para entrar na BR. Então, ali acaba causando um pouquinho de trânsito”, disse Roberta.

A obra da terceira faixa começou em fevereiro e tem prazo contratual de 12 meses para execução – Foto: Gabriela Milanezi/NDA obra da terceira faixa começou em fevereiro e tem prazo contratual de 12 meses para execução – Foto: Gabriela Milanezi/ND

O coordenador de implantação da Autopista Litoral Sul, Orlei Baierle, explicou que “a obra necessita de um estreitamento daquela alça de acesso, que seria um novo acesso, que vai ser da alça para a marginal. Então, essa obra segue em execução com a previsão de liberação até a próxima semana. Com certeza vai dar uma melhorada nesse transtorno que tá sendo causado lá”.

A melhora no local deve ficar ainda mais clara com a finalização das outras duas etapas de obras, totalizando mais 10 km de terceira faixa. São trechos entre o quilômetro 216, na ligação com a BR-282 em Palhoça, e o quilômetro 210. Além disso, há um último lote, que fica entre o trevo com a Via Expressa e o quilômetro 200, em São José. Locais bastante complicados, onde a velocidade média dos veículos fica somente na casa dos 20 km/h.

“Nos 10 km restantes, a gente segue com obras no tronco. Obras de barreira, de concreto e defensa metálica e sinalização. E seguimos agora com os serviços dos elementos de proteção, que são as barreiras, as defensas, para que a via tenha uma condição segura de ser liberada. Nós não vamos liberar simplesmente no pavimento, sem ter uma condição segura ao usuário”, informou Baierle.

As obras da terceira faixa na BR-101 sentido Norte começaram em fevereiro, com investimentos de R$ 53,2 milhões pela Arteris Litoral Sul. A previsão da conclusão dos trabalhos era de 12 meses, mas a concessionária está otimista.

De acordo com o coordenador de implantação, “a tendência de término é até o final do mês de novembro, início de dezembro, antes da temporada de verão. Então, nós queremos antecipar a entrega desse investimento”.

Lembrando que em julho, a Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) e o Grupo ND lançaram o movimento “SC Não Pode Parar”. A campanha busca soluções para problemas das principais rodovias federais do Estado. Como o que aos poucos vai se resolvendo na BR-101 na Grande Florianópolis e dando as respostas necessárias em um dos trechos mais movimentados de Santa Catarina.

Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.

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BG Florianópolis

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