Transporte coletivo intermunicipal volta a operar na Grande Florianópolis nesta segunda

Início do dia foi de grande movimento de passageiros em Palhoça, mas de pouca circulação em São José e Biguaçu

Após três meses sem circular por causa das medidas de controle da pandemia do coronavírus, o transporte intermunicipal voltou a funcionar na Grande Florianópolis nesta segunda-feira (22).

Transporte intermunicipal voltou a funcionar nesta segunda-feira – Foto: Anderson Coelho/NDTransporte intermunicipal voltou a funcionar nesta segunda-feira – Foto: Anderson Coelho/ND

Com isso, as linhas intermunicipais operadas pelas empresas Biguaçu, Estrela, Santa Terezinha, Imperatriz e Jotur podem voltar a circular e entrar na Capital.

Movimento em Palhoça

O início do dia foi de grande movimento de passageiros na avenida Aniceto Zacchi, no bairro Ponte do Imaruim, em Palhoça.

Com o terminal da cidade fechado, a avenida é o ponto inicial dos ônibus que vão para o Centro de Florianópolis. No entanto, a maior reclamação dos passageiros que aguardavam a condução é a demora.

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“Temos horário para entrar no trabalho, é absurdo. Até que horas vamos ficar aqui?”, reclama Rosemeri Xavier. Ela e mais de 30 pessoas aguardavam em um único ponto na avenida. A aglomeração acabou sendo inevitável.

Para Rosemeri, a insegurança é o principal obstáculo. “Saímos no breu, para ficarmos mais de uma hora esperando o ônibus”, relata. Ela mora no bairro Jardim Aquários.

Com o terminal fechado, os ônibus de Palhoça partem dos bairros e deixam os passageiros na avenida Aniceto Zacchi, onde pegam um novo ônibus, com direção a São José e Florianópolis.

A integração é feita dentro do próprio ônibus, com os passageiros pagando a diferença de valor ao cobrador.

Movimentação em Palhoça na manhã desta segunda-feira – Foto: Anderson Coelho/NDMovimentação em Palhoça na manhã desta segunda-feira – Foto: Anderson Coelho/ND

Em um ponto mais à frente, a reclamação pela demora seguiu a mesma. “Estou há mais de uma hora e meia esperando”, relata Augusto Soares, de 58 anos. Ele trabalha na Marinha, no bairro Estreito, na Capital.

Antes do retorno do transporte intermunicipal, ele ia para o trabalho de carona com um amigo. “Entro às 7h no trabalho, saí cedo justamente para não me atrasar. Não é nada do que estava esperando”, lamenta.

São José

Se Palhoça apresentava grande movimentação, a situação era diferente em São José, com uma média de duas a três pessoas nos pontos.

Por volta das 7h desta segunda (22), poucos usuários do transporte coletivo aguardavam a condução nos bairros Campinas, Kobrasol e Barreiros.

A atendente Greice Reis, de 34 anos, precisou esperar pouco mais de quinze minutos por um ônibus na avenida Leoberto Leal, em Barreiros. Com a paralisação, a profissional ficou mais de três meses sem trabalhar. “É um alívio o retorno, não podia ficar mais tempo parada”, relata.

Biguaçu

Em Biguaçu, a maioria dos pontos de ônibus do Centro da cidade estavam vazios.

Já no bairro Fundos, o zelador, José Soares, de 43 anos, aguardava solitário em um ponto de ônibus da rua Júlio Teodoro Martins. “Estou há uma hora esperando um ônibus. Adianta voltar dessa maneira?, reclama.

Transporte intermunicipal estava sem operar há três meses – Foto: Anderson Coelho/NDTransporte intermunicipal estava sem operar há três meses – Foto: Anderson Coelho/ND

José trabalha no bairro Campinas em São José. O trabalhador pega o ônibus em Biguaçu, segue para o Centro de Florianópolis e, de lá, volta para São José.

“Estou atrasado para o trabalho, mas como chegar na hora com esses poucos horários?”, afirma.

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