Marcos Cardoso

marcos.cardoso@ndmais.com.br A sociedade da Grande Florianópolis, os eventos culturais e as tradições da região analisadas pelo experiente jornalista Marcos Cardoso.


Um bom exemplo do que não se deve fazer

Cada um estaciona onde quer

Já é um absurdo carros e motos trafegando em cima de calçadões, em meio a pedestres.

Mas há de se considerar que, em alguns casos, é compreensível pelo fato de o passeio ter sido implantado sobre o único acesso a estacionamentos e garagens existentes muito tempo antes, como o da Catedral Metropolitana e dos edifícios nas esquinas das ruas Tenente Silveira com Jerônimo Coelho, por exemplo.

Agora, transformar o chão que serve para caminhar em estacionamento não tem explicação.

Sábado (27) à tarde, o calçadão das ruas Padre Miguelinho e Anita Garibaldi parecia uma feira de automóveis. Eram de pessoas que estavam em uma igreja nos fundos da Câmara Municipal.

Calçadão da rua Padre Miguelinho (27/11/2021) – Foto: Marcos Cardoso/NDCalçadão da rua Padre Miguelinho (27/11/2021) – Foto: Marcos Cardoso/ND

O inciso V do Artigo 29 do Capítulo III (Das Normas Gerais de Circulação e Conduta) do CTB (Código de Trânsito Brasileiro) é claro:

“O trânsito de veículos sobre passeios, calçadas e nos acostamentos, só poderá ocorrer para que se adentre ou se saia dos imóveis ou áreas especiais de estacionamento”.

Conforme o mesmo CTB, estacionar nas calçadas é infração grave e a multa custa R$ 195,23.

Maus motoristas afrontam as leis de trânsito, como também a placa de sinalização – Foto: Marcos Cardoso/NDMaus motoristas afrontam as leis de trânsito, como também a placa de sinalização – Foto: Marcos Cardoso/ND

> Leia também: Reclamações por causa de estacionamentos inadequados surgem a todo instante

Há alguns anos, um caminhão do Corpo de Bombeiros era estacionado inteiro quase todas as manhãs bem cedo sobre o Largo da Catedral para que, notem bem, um agente público de segurança fosse à padaria próxima…

Em outra ocasião, um evento partidário na Câmara Municipal reuniu, percebam, homens da lei e aspirantes a tal. Muitos. Seus carros? Enfileirados lado a lado, sem o menor pudor, até ultrapassarem o limite da escadaria da Catedral em direção à praça 15 de Novembro.

Foi tão berrante a coisa que a Polícia Militar se viu obrigada a colocar o guincho para trabalhar durante a noite.

O nome disto é preguiça, pois vergonha mau motorista não tem. E o sobrenome é omissão, já que o poder público não fiscaliza.

Calçadão da rua Padre Miguelinho (27/11/2021) – Foto: Marcos Cardoso/NDCalçadão da rua Padre Miguelinho (27/11/2021) – Foto: Marcos Cardoso/ND

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