“Um herói”: guincheiro ajudou no socorro às vítimas do acidente na BR-376

Cleiton Santos Alves mora próximo ao local do acidente e foi uma das primeiras pessoas a conversar com as vítimas após a tragédia em Guaratuba

“Cleiton Guincho Salvou Mamãe”. É assim que o contato de Cleiton Santos Alves está salvo no celular de Antônio Pedro Lemos, filho de uma das vítimas do acidente que deixou 19 pessoas mortas e dezenas de feridos na BR-376, em Guaratuba, na manhã de segunda-feira (25).

O guincheiro Cleiton mora próximo à Curva da Santa, local onde o ônibus tombou, e foi um dos primeiros a chegar ao acidente, antes mesmo do socorro. Ele ajudou a tirar Andréa Alessandra Lemos do ônibus e a acalmá-la após a tragédia.

Cleiton foi uma das primeiras pessoas a chegar ao local do acidente – Foto: Ricardo Alves/NDTVCleiton foi uma das primeiras pessoas a chegar ao local do acidente – Foto: Ricardo Alves/NDTV

“Fiquei sem saber se podia socorrer ou não. Quando cheguei, ela não se mexia. Outro motorista e eu começamos a conversar, tentamos animar ela para sair do ônibus e ficar melhor para o socorro”, relembra Cleiton. “Ela estava com dor e não conseguia se mexer. Tiramos ela do ônibus e ela estava sem reação, tinha várias vítimas fatais do lado dela”, completa.

Depois de tirar Andréa do veículo e conversar com ela, Cleiton ainda tentou falar com a família da vítima, a fim de informar que ela estava bem. “Enquanto estava ajudando a socorrer outras vítimas, deixei meu telefone com ela, que conseguiu entrar em contato com o filho”, conta.

Andréa quebrou duas costelas, teve uma fissura no fêmur e algumas escoriações. Apesar disso, segundo o filho, já recebeu alta do Hospital São José, em Joinville, onde estava internada. Já Cleiton ganhou status de herói com a família paraense.

“A gente não sabia quem ajudava”

Cleiton conta que o cenário da tragédia era desesperador. “Quando cheguei, achei que já havia socorro, mas não tinha socorro nenhum. Foi complicado ver as cenas, a gente não sabia quem ajudava”, relembra.

“Cheguei numa criança que estava deitada e a mãe estava chacoalhando ela. Aí eu deitei a criança, coloquei um cobertor na cabeça para ela conversar comigo e a mãe dele começou a conversar com ele”, conta.

Cleiton trabalha com guincho há 12 anos e conta que os acidentes ainda são comuns no local, embora fossem muito mais frequentes no passado. “Já vi muito acidente feio nessa serra”, destaca.

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