Velocidade reduzida e farois baixos: veja como prevenir acidentes em situações com neblina

Após acidente em São José dos Pinhais, riscos de dirigir com baixa visibilidade acenderam um alerta sobre os cuidados que se deve ter nas rodovias

O acidente fatal que matou oito pessoas no último domingo (2) na BR-277, em São José dos Pinhais, no Paraná, acendeu um alerta: os riscos de dirigir com neblina. A baixa visibilidade prejudica os motoristas que acabam arriscando a vida ao se deslocar pelas rodovias.

Oito pessoas morreram no acidente que ocorreu no último domingo (2) – Foto: PRF/DivulgaçãoOito pessoas morreram no acidente que ocorreu no último domingo (2) – Foto: PRF/Divulgação

Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), não há números de quantos acidentes tiveram como causa situações onde a neblina, ou até mesmo a fumaça derivada de incêndios próximos, tenham contribuído. Mesmo assim, isto não diminui o risco que estas situações podem gerar.

No caso do acidente ocorrido na cidade da Região Metropolitana de Curitiba,  por exemplo, a neblina associada com a fumaça de uma queimada foi o “combo” que resultou na tragédia.

Por conta disso, algumas dicas são importantes para que os motoristas fiquem atentos e evitem que novas tragédias como essa ocorram.

Velocidade reduzida e faróis acesos

“As dicas básicas quando há esta restrição de visibilidade, principalmente a neblina, é diminuir a velocidade, acender os faróis e andar com eles em luz baixa”. Estas são as principais recomendações do chefe de comunicação da PRF em Santa Catarina, Luiz Graziano.

Ele explica que, um dos erros mais comuns dos motoristas, é o uso do farol alto. Porém, o correto mesmo, o trafegar por trechos cujo há dificuldade na visão dos condutores, é a luz baixa.

Além disso, o farol de neblina, um equipamento de curto alcance e que ilumina próximo ao carro, também facilita a visibilidade nestas situações.

“Na traseira, os carros que tem aquela luz de neblina também é muito interessante. Como é uma luz mais forte que a luz da lanterna, facilita a visibilidade do motorista que vem atrás”, complementa.

Problema maior é durante a noite e madrugada

Ainda segundo Graziano, há alguns trechos nas rodovias federais catarinenses em que existe ocorrência de neblina, principalmente no período da noite. Entre eles, na Serra Catarinense, na BR-282, que compreende as cidades de Alfredo Wagner e Rancho Queimado.

No Oeste Catarinense, outro ponto da BR-282 que também tem problemas com neblina, é o da região de Chapecó e São Miguel D’ Oeste.

“Em Guaramirim, no Norte do Estado, na BR-280, também tem muita neblina. Além do trecho na Serra de Joinville, na BR-101, também há momentos em que este fenômeno ocorre”, explica.

Ele salienta, ainda, que a incidência da neblina acontece, na maioria das vezes, entre o período da noite e ao amanhecer.

Neblina prejudica a visão dos motoristas que andam pelas entradas catarinenses – Foto: Site Milton Barão/Reprodução/NDNeblina prejudica a visão dos motoristas que andam pelas entradas catarinenses – Foto: Site Milton Barão/Reprodução/ND

Porém, ainda é preciso ter cuidado

Mesmo com as dicas, Graziano explica que a imprudência ainda é constante nessas situações. Por isso, é preciso que os motoristas tenham cuidado e maior atenção na hora de pegar a estrada.

“A recomendação inicial é de que é muito melhor viajar de dia do que a noite, principalmente no inverno onde, em algumas regiões específicas, há este problema com a neblina. Mas, as pessoas tem que saber: esta com neblina? Encosta o carro. Se não der, então vai mais devagar”, finaliza.

Participe do grupo e receba as principais notícias
de Joinville e região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Trânsito

Loading...