CPI questiona Blumob sobre preço da passagem de ônibus em Blumenau

Reunião da CPI do Transporte Público ocorreu nesta quarta-feira (15) e procurou esclarecer sobre os subsídios

Um debate tranquilo e com perguntas incisivas aconteceu nesta quarta-feira (15), em Blumenau. A reunião da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do transporte púbico durou quase três horas e contou com a presença do diretor jurídico da Blumob, Maurício Queiroz de Andrade. Dentre os assuntos estava os subsídios recebidos pela empresa.

Reunião da CPI ocorreu nesta quarta-feira (15) – Foto: divulgação/TVLReunião da CPI ocorreu nesta quarta-feira (15) – Foto: divulgação/TVL

Na tarde desta quarta-feira (15) a Blumob compareceu à reunião da CPI para esclarecer alguns pontos pendentes levantados pelos vereadores. No início da reunião, o diretor jurídico institucional da Blumob, Maurício Queiroz de Andrade, pediu desculpas à mesa por não ter comparecido nas reuniões passadas, alegando que teve um erro de comunicação interna.

O processo da CPI foi desencadeado por três principais fatores: subsídios pagos pela Prefeitura Municipal de Blumenau, construção de uma garagem e vigilância sanitária durante a pandemia.

O diretor falou sobre os subsídios e realidade econômica do transporte público de Blumenau. “O transporte público de passageiros precisa ser repensado. A questão de a tarifa ser a única fonte de receita de uma empresa de transporte publico não será mais possível”.

Ele alegou que cerca de 55% dos passageiros do município pagam com vale transporte, e que muitas pessoas não precisaram utilizar o transporte durante a pandemia, devido ao desemprego ou ao home office.  “Não há mais como você jogar para a tarifa a responsabilidade desse serviço”.

Subsídios

Na sequência, o vereador Marcelo Lanzarin (Podemos) trouxe à lembrança sobre o período em que a frota passou por uma paralização e questionou o Maurício sobre o equilíbrio financeiro solicitado pela Blumob. O diretor garantiu que os R$ 10 milhões repassados pela prefeitura à empresa, foram destinados à tarifa, e que ela ainda teve R$ 2 milhões de prejuízos. “Os subsídios não vieram para a empresa, e sim para a tarifa”, defende.

O relator, Alexandre Matias (PSDB), perguntou ao Maurício se há a possibilidade da frota funcionar sem os subsídios. O diretor então afirmou que somente o valor das tarifas não é o suficiente para cobrir os custos e ainda explicou sobre a revisão do contrato pós-pandemia. “Não dá para pegar o contrato feito em 2016 e dizer: ‘nada aconteceu e vamos executar'”, declara.

Em resposta ao vereador Diego Nazato (Novo) sobre os subsídios, o diretor informou que o contrato previa 246 veículos e que agora 191 veículos operam na frota, sendo que o número pode variar conforme a demanda analisada em períodos anteriores.

Oposição

Em contrapartida, o vereador Gilson de Souza (Patriota) apresentou os motivos que o levaram a votar contra os subsídios. “Se você conseguir dar ao blumenauense um transporte com os horários e com a qualidade que ele precisa, não estaria em jogo a discussão. Hoje se discute muito essa questão, porque a gente vê que os custos impactam no serviço de atendimento ao consumidor”, relata.

Demais pautas

O vereador Carlos Wagner Alemão (PSL), perguntou ao Maurício qual foi o valor no investimento das garagens. “Creio que foi algo em torno de R$ 5,5 milhões. O custo de aquisição está no fluxo, mas o de instalação não”, explica o diretor da Blumob.

Inclusive, a mesa sugeriu a convocação da AGIR (Agência Intermunicipal de Regulação) e um representante da Seterb (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes) para comparecer à reunião dia 29 de setembro, a fim de esclarecer alguns pontos faltantes. Ao final, Queiroz agradeceu a oportunidade e ficou à disposição para retornar, caso seja solicitado.

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