Consórcio acionará a Justiça para tentar retomar serviço de transporte público em Blumenau

Segundo advogado das empresas, há um rombo de R$ 63 milhões em dívida da prefeitura com as operadoras

Após a Prefeitura de Blumenau romper o contrato, o Consórcio Siga deve liberar apenas um pequeno número de demissões para os cerca de 1.400 funcionários que atuavam no transporte coletivo da cidade. Isso porque o grupo (formado pela Nossa Senhora da Glória, Rodovel e Viação Verde Vale) promete entrar com pedido de liminar na Justiça para retomar o serviço.

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A demissão dos trabalhaores está sendo solicitada pelo Sindetranscol (Sindicato dos Empregados nas Empresas Permissionárias no Transporte Coletivo Urbano) porque os atuais funcionários devem ser absorvidos pela Viação Piracicabana, contratada em caráter emergencial pela prefeitura para atender a partir da próxima segunda-feira. O contrato com o Siga foi rescindido no último sábado. A prefeitura justificou o rompimento por descumprimento do contrato. 

Dirigente do Sindetranscol, Marlene Satiro, disse que a nova empresa de transporte na cidade já garantiu que irá empregar os atuais funcionários do consórcio, assim que as demissões forem formalizadas. Os trabalhadores permanecem em estado de greve até que seja assinado um contrato definitivo com a nova empresa. “Se o Consórcio Siga voltar a operar, eles devem cruzar os braços”, explicou. 

Segundo o advogado do Consórcio Siga, Antônio Carlos Marchiori, “apenas alguns empregados do setor administrativos serão demitidos até que haja uma resposta da Justiça”. Marchiori disse que a defesa para o pedido de liminar consiste em ilegalidades que teriam sido cometidas no processo administrativo da prefeitura, as quais resultaram no fim do contrato. O advogado ainda atribuiu a responsabilidade da crise no serviço à administração municipal.

Segundo Marchiori, há um rombo de R$ 63 milhões em dívida da prefeitura com as prestadoras porque o governo fixou ao longo dos anos um valor tarifário abaixo do mercado e não pagou a diferença às empresas. Até o fechamento desta edição, o ND não conseguiu falar com a prefeitura para comentar as declarações do advogado.

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