Sindicato diz que novas paralisações de ônibus em Blumenau dependem das negociações

Em entrevista coletiva, entidade garantiu dois dias sem novas paradas no serviço, mas ressaltou aguarda manifestação da Blumob

Em entrevista coletiva concedida na manhã desta terça-feira (3), os dirigentes do Sindetranscol (Sindicato dos Empregados nas Empresas Permissionárias do Transporte Coletivo Urbano de Blumenau, Gaspar e Pomerode) garantiram que não haverá mais paralisações de ônibus nesta terça (3) e quarta-feira (4).

Sindicato garante que não haverá mais paralisações nas próximas 48h em Blumenau, mas manutenção integral dos ônibus depende de negociações – Foto: Moisés Stuker/NDTVSindicato garante que não haverá mais paralisações nas próximas 48h em Blumenau, mas manutenção integral dos ônibus depende de negociações – Foto: Moisés Stuker/NDTV

Porém, a partir de quinta-feira (5), a possibilidade de novas paradas no serviço depende do andamento das negociações salariais com a Blumob. O presidente do sindicato, Osnir Schmitt, e o assessor político da entidade, Ricardo Freitas, afirmaram que ainda não houve nenhum contato da Blumob para retomar as conversas sobre a negociação coletiva.

“A paralisação de hoje foi uma resposta indignada à conduta desrespeitosa da Blumob e para mostrar para a população que nós estamos dizendo que não vai parar, que amanhã não vai parar. Se hoje ou amanhã eles nos chamarem para conversar, nós vamos conversar”, disse Freitas.

Reivindicações

De acordo com Freitas, a categoria não está pedindo aumento real de salário, apenas a reposição das perdas pelo índice da inflação, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e a manutenção das outras cláusulas que já constam na convenção coletiva da categoria.

Os dirigentes afirmaram que a paralisação realizada na manhã desta terça-feira (3) foi motivada pelo cancelamento da reunião que havia sido agendada com a Blumob para ocorrer na segunda-feira (2) e reforçaram que a pauta de reivindicações foi enviada a Blumob mais de um mês antes da data-base da categoria, que é 1º de julho.

“Eles só responderam porque nós procuramos, falando que tinha sido um equívoco marcar a reunião para ontem. Eles avisaram próximo do meio-dia que não viriam e nós ainda aguardamos até às 18h para ver se tinha alguma mudança, só decidimos pela paralisação ontem à noite”, informou Freitas.

Questionados sobre o fato de não avisarem com antecedência que o serviço estaria paralisado, o assessor político informou que a decisão teria o objetivo de evitar a depredação dos veículos e a organização de transportes clandestinos para levar os trabalhadores.

Blumob diz que não cancelou reunião

Procurada, a Blumob, concessionária responsável pelo serviço de transporte coletivo em Blumenau, informou por meio de nota oficial que fez contato por telefone com o sindicato no dia 29 de julho e marcou uma reunião para o dia 9 de agosto.

A empresa afirma ainda que recebeu nesta segunda-feira (2) uma notificação sobre uma greve a partir do dia 10 de agosto e reafirmou ao sindicato, por escrito, o agendamento da reunião para o dia 9, além de ficar à disposição para discutir até que os dois lados cheguem a um consenso.

Na nota, a concessionária ainda afirma que não se furtou ao diálogo, apesar da categoria ter optado pela paralisação e que “atitudes paredistas, no contexto atual, trazem ainda maior gravidade, em prejuízo dos trabalhadores e da própria população”.

Confira abaixo a nota na íntegra:

“Sobre a paralisação do transporte coletivo ocorrida nesta manhã, em Blumenau, a BLUMOB vem a público esclarecer:

1. No dia 29/07/2021, a empresa fez contato telefônico com representantes do Sindicato dos Trabalhadores, marcando reunião para o próximo dia 09/08/2021, oportunizando, se necessário, extensão do diálogo para os dias subsequentes;

2. Na data de ontem (2/08/2021), notificada oficialmente acerca de uma greve a partir do dia 10/08/2021, a empresa reafirmou por escrito ao Sindicato dos Trabalhadores a disponibilidade e a reunião previamente agendada, destacando ainda, por documento, que ficará à disposição nos dias subsequentes à primeira reunião com o objetivo de chegar à um resultado consensual;

3. Assim, reforçou que não se furtaria ao dialogo com a entidade que, mesmo com a garantia por escrito da agenda, optou por realizar greve sem cumprimento dos prazos legais e sem comunicação previa ao usuário que depende do sistema de transporte;

4. Atitudes paredistas, no contexto atual, trazem ainda maior gravidade, em prejuízo dos trabalhadores e da própria população.”

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