Usuários do transporte coletivo da Grande Florianópolis reclamam de atrasos após paralisações

Paralisações ocorreram na manhã desta terça-feira (10), entre às 4h30 e 5h45, nas garagens dos terminais urbanos, o que causou atraso em diversas linhas do serviço

Usuários do transporte público das cidades de Biguaçu, Palhoça e São José foram às redes sociais na manhã desta terça-feira (10), reclamar de atraso em algumas linhas de ônibus intermunicipais na Grande Florianópolis. A situação ocorreu por causa de manifestações dos trabalhadores da categoria, nas garagens dos terminais urbanos.

Funcionários do transporte público manifestaram-se durante a manhã em Palhoça, São José e Biguaçu – Foto: Leo Munhoz/NDFuncionários do transporte público manifestaram-se durante a manhã em Palhoça, São José e Biguaçu – Foto: Leo Munhoz/ND

As paralisações aconteceram entre às 4h30 até às 5h45, e gerou atraso nas linhas das empresas Jotur, Biguaçu, Santa Terezinha e Imperatriz. Enquanto isso, quem dependia dos serviços de mobilidade foi afetado. Na internet, os comentários são inúmeros.

De acordo com o Sintraturb (Sindicato dos Trabalhadores Em Transporte de Passageiros Urbanos), a paralisação deu-se após tentativas falhas de comunicação com as prefeituras de São José, Biguaçu e Palhoça sobre o aumento salarial de seus funcionários.

Os trabalhadores do sistema intermunicipal de transporte público pedem por negociações com os órgãos. Até às 9h desta manhã, as linhas já tinham voltado às suas normalidades. A matéria buscou por um posicionamento das prefeituras, mas até as 11h30 desta terça não obteve retorno. O espaço permanece aberto.

O que dizem as empresas

A Jotur se pronunciou sobre a situação. Confira a nota:

“Maio é mês de dissídio da categoria e os sindicatos profissionais e patronais estão em negociação, especialmente com relação a reajustes de salários. A Jotur entende que o pleito dos trabalhadores por aumento salarial é justo, porém, as empresas estão com dificuldade de repassar os valores que estão sendo solicitados nas negociações.

O cenário anda é de crise no setor de transporte coletivo urbano, em função dos reflexos, na economia do país, das medidas adotadas pelo poder público para enfrentamento da pandemia de Covid-19. As tarifas estão congeladas desde 2019. O preço do combustível praticamente dobrou neste período.

Antes da pandemia, a Jotur rodava, por exemplo, 120 carros para atender 52 mil passageiros por dia; hoje, são 105 carros para transportar 35 mil passageiros. Ou seja: o percentual de ônibus rodando em relação ao número de passageiros, hoje, é maior.

Mesmo diante das dificuldades, a empresa vem ampliando sistematicamente os horários em todas as linhas, conforme a demanda exige.

Todo esse contexto contribui para um cenário ainda instável. Mas as negociações continuam e a Jotur espera que o desfecho seja o melhor possível, com um consenso entre os anseios da classe profissional e a realidade das empresas”.

As empresas Biguaçu, Imperatriz e Santa Terezinha também foram procuradas, mas não obteve-se retorno. O espaço está à disposição.

A matéria buscou também pelo Setuf e aguarda posicionamento.

Participe do grupo e receba as principais notícias
da Grande Florianópolis na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Transportes

Loading...