Casan e Acafe se unem para reforçar potencial turístico da barragem do Rio São Bento

A barragem faz parte do sistema hidrográfico de Siderópolis e foi construída para resolver os problemas de abastecimento de água da região sul do Estado

A barragem do Rio São Bento foi inaugurada no dia 21 de junho de 2006 – Foto: Divulgação/CasanA barragem do Rio São Bento foi inaugurada no dia 21 de junho de 2006 – Foto: Divulgação/Casan

O maior reservatório de água da Região Sul do Estado e um dos principais atrativos turísticos de Siderópolis, a Barragem do Rio São Bento, será foco de um trabalho conjunto entre a CASAN e a ACAFE. O projeto vai trabalhar a educação ambiental envolvendo as escolas da região e incentivo ao turismo, com abertura para visitação aos finais de semana.

O diretor de Relação Institucional e Governamental da ACAFE, Adriano Rodrigues, explica que a ideia surgiu a partir de uma demanda dos municípios beneficiados pela represa: Siderópolis, Criciúma, Forquilhinha, Maracajá, Içara, Nova Veneza e Morro da Fumaça.

“Vamos trabalhar envolvendo as cidades e a Unesc, para reforçar a barragem como um ícone regional, demonstrando sua importância para o abastecimento da região pelo viés da educação ambiental e aproveitando seu potencial turístico”, afirma Rodrigues.

Trabalho em conjunto entre Casan e Acafe busca reforçar a barragem do rio São Bento como ícone regional – Foto: Divulgação/CasanTrabalho em conjunto entre Casan e Acafe busca reforçar a barragem do rio São Bento como ícone regional – Foto: Divulgação/Casan

O projeto, que está em fase de construção, será iniciado em um trabalho com alunos da região, que serão envolvidos em atividades sobre a barragem nas escolas. Também serão estruturadas equipes para receber visitantes.

“É muito importante as pessoas conhecerem a barragem e participarem de programas educativos para valorizar e preservar. Todos fazemos parte do meio ambiente e esse trabalho de educação também aproxima as pessoas do Sistema de Abastecimento da região”, destaca a presidente da CASAN, Roberta Maas dos Anjos.

“A barragem já é um local muito procurado, porém precisamos estruturar melhor o atendimento aos diferentes públicos, contando a história dessa infraestrutura fundamental para o Sistema Integrado que garante água para mais de 400 mil moradores da região, e também valorizando o lindo cenário que ela criou”, complementa a engenheira sanitarista.

O objetivo do projeto é potencializar o local e transformá-lo em um ponto turístico e de educação com a ajuda de professores da Unesc que vão acompanhar os visitantes. Desse modo, será possível oferecer mais segurança, informações adequadas sobre a infraestrutura local e o Sistema de Abastecimento, assim como desenvolver ações como exposições, para destacar a história e a cultura local.

O principal manancial de captação para o Sistema Integrado de Abastecimento de Criciúma, beneficia 730 mil habitantes da região Carbonífera – Foto: Divulgação/CasanO principal manancial de captação para o Sistema Integrado de Abastecimento de Criciúma, beneficia 730 mil habitantes da região Carbonífera – Foto: Divulgação/Casan

Abastecimento e memória

Inaugurada há 15 anos, a barragem e adutora do Rio São Bento foi construída com o objetivo de resolver os problemas de abastecimento de água da região carbonífera. É o maior reservatório de água da Região Sul de Santa Catarina, com um lago artificial de 450 hectares (equivalente a quase 500 campos de futebol).

A barragem tem ao fundo o cenário da Serra Geral, protegido pela Reserva Biológica Estadual do Aguaí. Um dos marcos é a torre da Capela de São Pedro, que foi mantida como memória do local onde a comunidade de mesmo nome se desenvolveu e construiu sua história até dar lugar ao reservatório.

Outro atrativo é a Torre de Monitoramento da CASAN, construída às margens da barragem, com a finalidade de controle e segurança, além de proporcionar um ponto de observação para os visitantes. Com uma estrutura metálica de 24,45 metros de altura, a torre possui escada helicoidal, placa de identificação e plataforma coberta.

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