Marcos Cardoso

A sociedade da Grande Florianópolis, os eventos culturais e as tradições da região analisadas pelo experiente jornalista Marcos Cardoso.


Dicas de viagem: Açores, por Joel Pacheco

Joel Pacheco no famoso Café Sport – Bar do Peter, na Ilha do Faial – Foto: Francisco Carlos Pacheco/Divulgação/NDJoel Pacheco no famoso Café Sport – Bar do Peter, na Ilha do Faial – Foto: Francisco Carlos Pacheco/Divulgação/ND

O arquiteto, fotógrafo e pesquisador Joel Pacheco esteve nos Açores em diferentes oportunidades para coletar e produzir material que resultaram em livros riquíssimos de imagens e informações, sempre fortalecendo a conexão histórica com o Litoral catarinense, em especial Florianópolis. O arquipélago, formado por nove ilhas, pertence a Portugal e fica no meio do Oceano Atlântico, a duas horas e meia de Lisboa, de avião.

Segundo Joel, a melhor época para visitá-lo é no verão, principalmente em julho e agosto, quando ocorre a Semana do Mar na Ilha do Faial, que faz parte do grupo central junto das ilhas do Pico e de São Jorge. Elas podem ser visitadas entre si por meio de barcos com linhas regulares, cujos trajetos duram cerca de 25 minutos até o Pico e 40 minutos até São Jorge, a partir de Faial. Veja as suas dicas.

Ilha do Faial

-Semana do Mar: evento tradicional na cidade de Horta, reúne milhares de visitantes em atividades náuticas, esportivas, gastronômicas, musicais e culturais ligadas ao mar. Muitas barracas com diversificada gastronomia regional, shows musicais com artistas renomados e regatas de baleeiras a vela e veleiros internacionais. Apresentam-se também, bandas e grupos folclóricos de todas as ilhas.

-Café Sport – Bar do Peter: fundado em 1918, é ponto de encontro de iatistas de todo o mundo. Onde se bebe um gim com reputação mundial e se encontra boa comida. Espaço decorado com bandeiras, flâmulas e objetos ligados a barcos e à navegação. Junto ao bar, pode-se visitar o pequeno e especial Museu Scrimshaw, com acervo de centenas de peças em ossos e dentes de baleia cachalote, esculpidas e gravadas em baixo relevo por tripulações de antigos baleeiros.

-Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos: antigo Farol dos Capelinhos arruinado pelo terremoto, entre 1957 e 1958, cuja erupção soterrou grande parte de suas instalações. Com a restauração da área, foi criado um complexo moderno e subterrâneo dotado de salas de exposições, café, auditório e museu que conta a história da formação do arquipélago, dos açorianos e detalhes científicos de atividades vulcânicas pelo mundo. No final da visita, pode-se subir no farol e apreciar a magnífica vista de 360 graus.

Semana do Mar, na cidade de Horta, Ilha do Faial – Foto: Joel Pacheco/Divulgação/NDSemana do Mar, na cidade de Horta, Ilha do Faial – Foto: Joel Pacheco/Divulgação/ND
Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, na Ilha do Faial – Foto: Joel Pacheco/Divulgação/NDCentro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, na Ilha do Faial – Foto: Joel Pacheco/Divulgação/ND

Ilha do Pico

-Museu do Vinho: localizado em Madalena e instalado num belíssimo imóvel do século 17, antigo Convento do Carmo, que servia de mansão de veraneio aos frades carmelitas. O museu apresenta memórias e tecnologias agrícolas ligadas ao vinho, com as seguintes áreas: casa conventual, casa de alambiques, edifício do Lagar, mirante, vinha e mata de centenários dragoeiros. Cenário poético de paisagem natural, compondo harmonicamente a arquitetura sóbria e secular com a nova arquitetura num cenário de mar e montanha.

-Cella bar: excelente bar e restaurante de arquitetura premiada. O edifício é resultado de uma inserção de arquitetura nova e orgânica em um edifício antigo e abandonado e bem tradicional. Várias características do projeto remetem à paisagem da Ilha do Pico, como as rochas, as baleias e aos barris de vinho. Local para comer e tomar um bom vinho no terraço, apreciando a vista e o pôr de sol de Madalena.

-Museu dos Baleeiros: nas Lajes do Pico, é o único em Portugal especializado na baleação artesanal, estacional e costeira. Instalado num conjuntos de três casas de botes baleeiros do século 19 e integrado a um edifício novo com inspiração da arquitetura baleeira americana. Vale a pena assistir ao filme antigo sobre a caça em baleeiras nos Açores. Recomenda-se fazer passeios para observações de golfinhos e baleias com empresas especializadas, localizadas nas cercanias do museu.

Museu do Vinho, em Madalena, na Ilha do Pico – Foto: Joel Pacheco/Divulgação/NDMuseu do Vinho, em Madalena, na Ilha do Pico – Foto: Joel Pacheco/Divulgação/ND
Cella Bar, em Madalena, Ilha do Pico – Foto: Joel Pacheco/Divulgação/NDCella Bar, em Madalena, Ilha do Pico – Foto: Joel Pacheco/Divulgação/ND
Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico, Ilha do Pico – Foto: Joel Pacheco/Divulgação/NDMuseu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico, Ilha do Pico – Foto: Joel Pacheco/Divulgação/ND

Ilha de São Jorge

-Fábrica de queijos: localizada em Velas, a Uniqueijo (União de Cooperativas Agrícolas de Lacticínios de São Jorge) oferece ao visitante um roteiro explicativo e didático de toda a produção do queijo. O de São Jorge é considerado internacionalmente uma obra-prima, detentor de um sabor diferenciado dos demais queijos portugueses. De forma cilíndrica, de 25 centímetros a 35 centímetros de diâmetro, crosta de consistência dura, cor amarelada e bouquet forte e ligeiramente picante, com tempo de cura de três meses. A degustação no final do tour vale a pena.

-Fajãs: são pequenas porções de terra ao nível do mar que se formaram por escorregamentos de lavas a partir de cones vulcânicos e estão situadas na maior parte no fundo de altas escarpas. São Jorge possui 46 fajãs com terrenos férteis para pequenas plantações e abrigam algumas casas. São excelentes roteiros para trilhas e caminhadas com diferentes microclimas. Destaque para a Fajã do Ouvidor, onde se encontra a deslumbrante piscina natural de Simão Dias.

Fábrica de queijos da Uniqueijo, em Velas, Ilha de São Jorge – Foto: Joel Pacheco/Divulgação/NDFábrica de queijos da Uniqueijo, em Velas, Ilha de São Jorge – Foto: Joel Pacheco/Divulgação/ND
Piscina natural de Simão Dias, no Fajã do Ouvidor, Ilha de São Jorge – Foto: Joel Pacheco/Divulgação/NDPiscina natural de Simão Dias, no Fajã do Ouvidor, Ilha de São Jorge – Foto: Joel Pacheco/Divulgação/ND

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