Lazer sobre as águas da baía Babitonga, na região de Joinville

Série Verão no Norte, do Jornal Notícias do Dia, mostra os encantos e opções de passeios para desbravar baía

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Opções de passeios de barco pela baía Babitonga são oferecidas partindo de Joinville, Itapoá e São Francisco do Sul

Navegar é preciso, diziam os antigos homens do mar. E se o passeio for em um cenário paradisíaco como a baía Babitonga, no Litoral Norte de Santa Catarina, desbravar as águas pode ser uma experiência inesquecível. Cercada por Araquari, Balneário Barra do Sul, Garuva, Itapoá, Joinville e São Francisco do Sul, a baía tem aproximadamente 160 km². Nela há 24 ilhas, algumas desertas. No entorno da Babitonga também há 65 km de manguezais. Tudo isso faz do local um verdadeiro reduto ecológico.

A Babitonga é a maior baía navegável do Estado. Explorar e interagir com suas belezas não é difícil. Apesar de não ser muito explorada turisticamente, alguns barcos que saem de Joinville, São Francisco do Sul e Itapoá realizam passeios diários. A aventura pode custar entre R$ 25 a R$ 150, dependendo da opção desejada. Os passeios são tranquilos em meio às águas escuras e calmas. Com uma dose de sorte, é possível visualizar golfinhos, espécies variadas de peixes e aves.

Uma das empresas que oferecem o serviço é a Escuna Maraike. Eles trabalham com o barco Corsário Negro e fazem um passeio no estilo pirata. A embarcação lembra a época das grandes navegações e o universo “Jack Sparrow” retratado no cinema. “Os passeios são acompanhados por um guia que conta as histórias da baía, suas ilhas, lendas e cidades. Nossa equipe fica toda caracterizada, o deixa o passeio com cara de aventura. Tudo é muito interativo e divertido. São quatro horas de navegação, com direito a pausa para almoço na Vila da Glória e banho em uma das ilhas”, comenta o empresário Daniel Machado, 30 anos. Há 10 anos ele oferece este tipo de atividade aos turistas e moradores, sempre saindo de São Francisco do Sul.

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A embarcação Ziriguidum opera em São Francisco do Sul desde o ano passado. Com 68 lugares, o passeio de escuna pela Babitonga tem duração de três horas

Outra opção é o passeio com a escuna Ziriguidum, que opera em São Francisco do Sul desde o ano passado. Com 68 lugares, o passeio pela Babitonga tem duração de três horas. “A gente passa pelo porto, ilhas e para na Vila da Glória para almoço. Depois, a navegação continua e há uma parada para banho e visualização da baía dos golfinhos. Nosso diferencial é que, na escuna, o passeio é bem diferente dos feitos nos barcos. Além disso, temos música ao vivo”, explica a empresária Claudinéia Darossi, 38 anos.

Na temporada, os passeios em geral são diários, saindo de São Francisco no fim da manhã. Há barcos que zarpam de Itapoá. E um barco sai do Espinheiros, em Joinville. Entretanto, eles só partem mediante número mínimo de passageiros. Por isso, é importante entrar em contato previamente com as empresas que exploram os serviços para fazer o agendamento.

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Thayna Sgarioni, 18 anos, estudante de Cascavel, esteve em São Francisco do Sul há algumas semanas e adorou o passeio

Eu fui!

“Há algumas semanas saí de Cascavel para passar alguns dias no Balneário Barra do Sul. Fomos eu, meu namorado e minha sogra. Em um dos dias resolvemos visitar São Francisco do Sul. Lá, decidimos fazer o passeio de barco para conhecer a baía Babitonga. Foi incrível. A baía é linda, são ilhas preservadas e este contato intenso com a natureza foi maravilhoso. O que eu mais gostei foi a parada para tomar banho na ilha. O restaurante da Vila da Glória também é muito bom. Resumindo, foram horas muito divertidas em meio ao aconchego da natureza. Thayna Sgarioni, 18 anos, estudante de Cascavel (PR).

Histórias

– Várias histórias envolvem a baía Babitonga. Há indícios de que o local já era habitado por caçadores há mais de 3 mil anos.

– Povos tupi-guarani, denominados carijós, também viveram na região. O que sobrou desta história ainda é guardado em alguns sambaquis, nos arredores da baía.

– Babitonga em língua indígena quer dizer morcego.

– Estudiosos acreditam que um meteorito tenha atingido a região da Babitonga há milhares de anos. Restos deste corpo celeste foram coletados e são estudados até hoje.

– Muita gente diz que vê objetos voadores não identificados nos céus da Babitonga. Em 2010 um misterioso objeto (que acredita-se ser lixo espacial) caiu do céu e explodiu no quintal de uma residência. Em 2014 diversos objetos não identificados foram avistados no céu por muitas testemunhas.

Alenda da Carroça sem Cavalo – Diziam os antigos que, nas noites de inverno, quando o frio nevoeiro que vinha da Babitonga tomava conta de uma rua de São Francisco do Sul, aparecia uma carroça no meio da rua. Irritados com o barulho, moradores iam até a janela de casa ver do que se tratava e avistavam uma carroça que não tinha cavalo.

A lenda da Ilha do Cação – Conta-se que há muitos anos dois irmãos muito unidos viviam e pescavam juntos na ilha do Cação. Um dia eles resolveram iniciar uma nova lavoura de feijão na ilha.

Tudo dava muito certo até que em um dia, durante uma de suas inspeções pela lavoura, eles encontraram uma parte destruída. Sem entender o que havia ocorrido, os dois irmãos replantaram a área. No dia seguinte a plantação estava novamente destruída. Decididos a descobrir quem estava acontecendo, eles replantaram o feijão e, escondidos, ficaram de tocaia.

À noite, uma grande lua iluminou toda a Baía. O silêncio era total, quando de repente, ouviu-se um forte barulho vindo do mar, as águas tornaram-se revoltas e duas enormes serpentes, saíram do mar e rastejaram em direção à plantação, destruindo tudo no seu caminho.

Quando a luz da lua cheia bateu sobre as serpentes, uma transformação ocorreu: Elas foram transformadas em duas belas moças que, assustadas ao perceber a presença dos irmãos, tentaram fugir em direção ao mar. Porém uma delas foi presa por um dos jovens. Quando ele encostou na moça, ouviu essas palavras: “Você quebrou meu feitiço e agora me pertence”.

O rapaz ficou apavorado, pois estava de casamento marcado. Mas a moça encantou o rapaz, que voltou ao continente, desfez seu noivado, e voltou para os braços de sua misteriosa amada, com quem deu início a uma família.

A Lenda da Ilha Redonda – Dizem que esta ilha era muito piscosa e atraía pescadores de vários locais. Mas poucos tinham coragem de ficar na ilha à noite, devido a um mistério que rondava a ilha ao anoitecer.

Os poucos corajosos que lá permaneciam contavam que, em noites de lua cheia, exatamente à meia-noite, ouvia-se à distância um solitário lenhador abater árvores com seu machado. Meia hora depois, o “Lenhador”, como passou a ser conhecido, recolhia seu machado e o silêncio tomava conta da Ilha Redonda novamente.

No dia seguinte, os pescadores não acharam nenhuma árvore cortada. Muitos, que não acreditavam nas histórias contadas por aqueles que ouviram o furor do machado do “Lenhador”, iam passar uma noite na ilha e voltavam contando que realmente, em noites de lua cheia, ouvia-se nitidamente o som do machado afiado contra as árvores.

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