‘Não traduz anseios das comunidades’, diz empresa sobre Complexo Turístico na Serra de SC

Preterida na escolha do projeto arquitetônico da Serra do Rio do Rastro, empresa promete recorrer à decisão; entenda

O futuro Complexo Turístico da Serra do Rio do Rastro, no Sul de Santa Catarina, já está causando polêmica. Após o governo do Estado, por meio da Santur e da SCPar, escolher o projeto arquitetônico da Vallya, a outra empresa que participava do PMI (Plano de Manifestação de Interesse) afirmou que vai recorrer à decisão.

Empresa preterida na escolha do projeto arquitetônico da Serra do Rio do Rastro promete recorrer à decisão - Divulgação/ND
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Empresa preterida na escolha do projeto arquitetônico da Serra do Rio do Rastro promete recorrer à decisão - Divulgação/ND
Consórcio quer a anulação do PMI que escolheu a Vallya como vencedora do Complexo Turístico - Divulgação/ND
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Consórcio quer a anulação do PMI que escolheu a Vallya como vencedora do Complexo Turístico - Divulgação/ND
Projeto da empresa prevê shopping, estação de ski e bondinho na Serra do Rio do Rastro em SC - Cristiano Estrela/Secom/Divulgação/Decom
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Projeto da empresa prevê shopping, estação de ski e bondinho na Serra do Rio do Rastro em SC - Cristiano Estrela/Secom/Divulgação/Decom

Em nota, o consórcio representado pela Volare disse que “pelas imagens divulgadas, o projeto escolhido não traduz os anseios das comunidades Serrana e Catarinense, nem os objetivos econômico-financeiros, sócio-ambientais e de sustentabilidade que o ambiente natural sugere, nem tampouco a vocação eco-turística que a Serra Catarinense oferece”.

O grupo também informou que pretende ingressar com “recursos administrativos e/ou jurídicos” para ter acesso aos esclarecimentos.

Também questionou “os critérios técnicos que a comissão levou em conta para julgar a concepção arquitetônica, a plástica e a escala das edificações que estão em total desarmonia com o local e o seu entorno”.

Além da Volare, o consórcio é composto pela Biosphera Empreendimentos Ambientais, Schaefer Engenharia, Dinâmica Projetos Ambientais e Dutra Schavade & Seibel Advogados.

Governo critica posicionamento das empresas

Ao ND+, o secretário-executivo de Parcerias Público-Privadas da SCPar, Ramiro Zinder, se posicionou diante da nota emitida pelo consórcio.

“O Grupo Volare não possui legitimidade para emitir juízo de valor representando a ‘comunidade serrana e catarinense’. Qualquer dúvida sobre a pontuação e o processo deve ser tratado no âmbito do edital de PMI, com SCPar e Santur”, esclareceu.

“Comentários que desmerecem o trabalho árduo da Comissão de Avaliação do PMI e do governo do Estado não contribuem para o avanço desse projeto que, há décadas, é uma demanda da região”, complementou.

Complexo Turístico

A escolha do projeto, que servirá como base para o Complexo Turístico da Serra do Rio do Rastro, foi anunciado no DOE (Diário Oficial do Estado) nessa segunda-feira (1).

A proposta vencedora foi a da Vallya. A empresa apresentou um estudo de arquitetura e engenharia, com um valor estimado em R$ 127 milhões.

O objetivo, agora, do governo do Estado é que a empresa responsável por essas obras seja definida em um edital de licitação, a ser publicado em junho de 2022.

O que será feito

No local, estão previstos a construção de mirante, bondinho, circuito de montain bike, ponte de vidro, lago cênico, pista de patinação interna, estação de ski, shopping, tirolesa, mirante panorâmico, quiosques, restaurantes, espaços para piquenique, SPA, heliponto e casas de campo.

Ao todo, serão três macroáreas de intervenção. Uma voltada para esporte de aventura e contemplação, outra para hospedagens e mais uma com equipamentos turísticos, tais como estação de ski e bondinho.

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