Uma história de amizade e empreendedorismo que virou sucesso em Santa Catarina

O encontro entre um advogado e um empresário mudou o rumo de Governador Celso Ramos, que há 25 anos tem Palmas do Arvoredo como referência imobiliária no Estado

No início dos anos 1990 o Brasil sediou a primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92, evento que reuniu chefes de estado e cientistas de todo o mundo e colocou a preservação da natureza em destaque na agenda das discussões globais.

Na época, ainda eram poucos os empresários que compreendiam a necessidade de o homem buscar meios de conciliar avanços econômicos e preservação do meio ambiente, ideia que ganhou importância a partir dos anos 2000 e hoje é parte da estratégia de grandes corporações mundo afora. Por aqui, os sócios Augusto Prolik e Mário Petrelli perceberam ainda em 1996 a importância dessa ideia.

Área de 800 mil m² foi planejada para ser referência em empreendimento imobiliário – Foto: Germano Rorato/DivulgaçãoÁrea de 800 mil m² foi planejada para ser referência em empreendimento imobiliário – Foto: Germano Rorato/Divulgação

O presidente executivo do Grupo ND, Marcello Corrêa Petrelli, lembra de quando o terreno em Governador Celso Ramos foi adquirido:

“Em 1971, eu tinha sete anos, mas me lembro nitidamente do dia que meu pai, minha mãe e eu estávamos no Ford Galaxie branco andando pelas estradas de chão de Governador Celso Ramos, subindo o morro que levava até Palmas. Não havia nenhuma casa na praia, apenas um rancho de pescador, e ele nos contou que havia comprado o terreno. Minha mãe achou que ele era maluco!”, brinca.

Onde se via apenas praia e uma grande área vazia, os amigos e sócios Augusto Prolik e Mário Petrelli enxergaram a oportunidade de transformar o conceito de empreendimento – Foto: Germano Rorato/DivulgaçãoOnde se via apenas praia e uma grande área vazia, os amigos e sócios Augusto Prolik e Mário Petrelli enxergaram a oportunidade de transformar o conceito de empreendimento – Foto: Germano Rorato/Divulgação

Na época, a família Petrelli morava em Curitiba e, depois de idas e vindas, surgiu a oportunidade de comprar uma fazenda, onde hoje é o Palmas Hotel.

“Costumávamos passar os fins de semana e os verões juntos em família. Lembro-me que ele comprou o terreno dizendo que precisava estar próximo do loteamento. Para meu pai, quem não está próximo não enxerga nem as oportunidades, nem os problemas, e não consegue ter sucesso. Ali ele vivia momentos de lazer, mas também recebia as pessoas, havia a ativação empresarial, política e social”, conta.

Augusto Prolik e Mário Petrelli amigos e idealizadores do empreendimento – Foto: Arquivo PessoalAugusto Prolik e Mário Petrelli amigos e idealizadores do empreendimento – Foto: Arquivo Pessoal

Compromisso com o meio ambiente e com os investidores

O empreendimento sempre foi acompanhado de perto: “Pesquisamos muito para encontrar o melhor caminho para desenvolver algo diferente em Palmas. O Dr. Mário Petrelli sempre teve uma preocupação muito grande de criar um empreendimento diferenciado”, relembra Eduardo Schulman, diretor da Palmar Empreendimentos.

Entre montanhas, Mata Atlântica e o mar iniciou, em 1997, a construção do loteamento – Foto: Germano Rorato/DivulgaçãoEntre montanhas, Mata Atlântica e o mar iniciou, em 1997, a construção do loteamento – Foto: Germano Rorato/Divulgação

Da escolha pelo arquiteto Sérgio Sclovsky à melhoria de serviços como água, luz e telefonia, passando por todos os cuidados ambientais, o projeto de Palmas do Arvoredo já saiu do papel inovador.

“Desde o início, tivemos que buscar tudo aquilo que faltava na região para ajudar a suprir as necessidades. Nosso envolvimento não se deu somente com a ideia de desenvolver um belo empreendimento, mas também no olhar ao entorno”, complementa Schulman.

Passarelas foram construídas para possibilitar que o turista ou morador chegasse à praia sem caminhar pela restinga, por exemplo, e, mais importante, foi implantado um sistema de tratamento de esgotos capaz de atender toda a demanda local.

Hoje, as áreas verdes permanecem intocadas, e a estação de tratamento, mesmo após a doação ao município, segue acompanhada pela Palmar Empreendimentos.

“Uma característica da filosofia dos fundadores era que, independentemente de já termos vendido uma grande parcela do empreendimento e do fato da nossa obrigação de cuidados com toda a área comum ter terminado, nós sempre nos mantivemos ativos”, diz.

Um olhar de qualidade

Para Jorge Luiz da Silva, que trabalha no empreendimento desde o início e hoje é o responsável pela manutenção, tanto de áreas próprias como de áreas públicas, o cuidado dedicado às instalações é um dos responsáveis pela valorização recorde dos terrenos de Palmas do Arvoredo.

“A excelência na infraestrutura era uma das premissas do Dr. Mário Petrelli. Ele sempre foi um proprietário presente, que buscava ajudar. E a valorização do loteamento passa por aquilo que fizemos e que mantemos até hoje”, comenta.

Vinte e cinco anos depois, Palmas do Arvoredo se mantém em destaque em qualidade de vida na região – Foto: Germano Rorato/DivulgaçãoVinte e cinco anos depois, Palmas do Arvoredo se mantém em destaque em qualidade de vida na região – Foto: Germano Rorato/Divulgação

“O Dr. Mário sempre olhou em volta e pensou nas pessoas. Conversava com gestores, com a população, porque tinha um olhar para o outro muito intenso, e um olhar de qualidade. Ele tinha amor pelas coisas e pelas pessoas. Ia até o clube, via se as pessoas estavam se divertindo, e até se a comida estava boa”, observa o diretor da Palmar Empreendimentos, Eduardo Schulman.

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