VÍDEO: Draga Galileo Galilei, de Balneário Camboriú, segue no Brasil; saiba onde e por quê

Moradora de Itajaí flagrou equipamento em mar aberto e revelou por onde anda a queridinha de Balneário Camboriú

A Draga Galileo Galilei, responsável por grande parte da obra de alargamento da praia Central de Balneário Camboriú, segue em terras, ou melhor, em mares brasileiros. Recentemente, o equipamento foi flagrado no Litoral paulista.

Mônica Nunes é tatuadora e mora em Itajaí também no Litoral Norte de Santa Catarina. Ela está em um cruzeiro com a família e flagrou a draga Galileo Galilei em Santos no Litoral de São Paulo.

Draga Galileo Galilei é flagrada no Litoral paulista – Foto: Arquivo Pessoal/Internet/ReproduçãoDraga Galileo Galilei é flagrada no Litoral paulista – Foto: Arquivo Pessoal/Internet/Reprodução

Após terminar sua função no alargamento da praia de Balneário Camboriú, o equipamento foi abastecer mais uma vez no Porto de Paranaguá, no Paraná e seguiu para Santos em São Paulo, onde passa por manutenção.

A draga Galileo Galilei se tornou sensação em Balneário Camboriú desde que chegou a cidade no dia 22 de agosto. Em poucos dias, o equipamento transformou a paisagem, fazendo a Dubai brasileira se tornar a Copacabana catarinense.

Draga Galileo Galilei segue em manutenção no Brasil – Vídeo: Arquivo Pessoal/Internet/Reprodução

A Galileo Galilei foi responsável por transportar mais de 1,5 milhão de metros cúbicos de areia do mar até a orla da praia Central. Foram de 12 a 15 mil m³ de areia por dia e a draga ficava a 15km da orla.

O transporte de areia funciona da seguinte forma: a draga vai na jazida que está há cerca de 15km da costa. Na jazida a profundidade é de 30 metros. O processo de sucção da areia enche a cisterna da draga que tem capacidade total 18 mil m³, porém só é transportado por viagem de 12 a 15 mil m³ devido a profundidade da enseada na praia Central.

Draga voltou a jogar areia na noite de sábado (16) – Foto: Secom BC/DivulgaçãoDraga voltou a jogar areia na noite de sábado (16) – Foto: Secom BC/Divulgação

Depois que carrega, a draga se desloca para linha de tubulação que fica a 2,5 km da praia, onde realiza a conexão com a tubulação para transporte da areia até praia. Cada ciclo de chegada, ou o tempo gasto em cada viagem, varia de 6 a 7 horas.

Tripulação

A tripulação da draga também é cheia de curiosidades. A equipe é formada por 28 homens que fazem revezamento entre eles, mais dois fiscais contratados para monitoramento ambiental. Apenas 25% da tripulação são brasileiros.

Os outros 75% da equipe são europeus que nunca descem da draga, ou seja, ficam à bordo 100% do tempo. Apenas os fiscais se revezam de 14 em 14 dias.

Abastecimento

A quantidade de combustível que a draga Galileo Galilei consome a cada parada para abastecer é surpreendente. Enquanto esteve no Litoral Norte de Santa Catarina, a draga foi duas vezes ao porto de Paranaguá no Paraná para abastecer.

Cada parada teve o consumo de 1,8 milhão de litros de combustível  VLSFO (Very Low Sulfur Fuel Oil, ou óleo combustível com baixo enxofre), que só está disponível no porto paranaense. Esse tipo de combustível é menos poluente.

De acordo com a prefeitura, 1,8 milhão de litros é suficiente para a draga trabalhar por três semanas ininterruptas 24 horas por dia. O equipamento transporta diariamente cerca de 60 mil metros cúbicos de areia, com o avanço médio de 90 metros de praia alargada por dia.

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