Perfil de apresentador que chamou gays de ‘raça desgraçada’ some do Instagram; entenda

Apresentador perdeu patrocinadores e recebeu avalanche de críticas na internet após criticar campanha sobre orgulho LGBTQIA+

Depois de uma avalanche de críticas recebidas pelo apresentador Sikêra Jr., após ele criticar a campanha sobre orgulho LGBTQIA+ de uma rede de fast food, o perfil de Sikêra no Instagram não está mais disponível.

Apresentador Sikêra Jr. tem recebido avalanche de críticas após comentários homofóbicos – Foto: Reprodução/RedeTVApresentador Sikêra Jr. tem recebido avalanche de críticas após comentários homofóbicos – Foto: Reprodução/RedeTV

O apresentador chegou a perder 37 patrocinadores. Tudo isso após criticar a peça publicitária do Burger King, veiculada no último dia 28 de junho, Dia do Orgulho LGBTQIA+. O vídeo, que Sikêra chegou a compartilhar no próprio perfil, mostra famílias com casais homoafetivos, pessoas transsexuais com crianças.

As críticas tomaram as redes, tanto contra a rede de fast food quanto contra o apresentador, que chegou a chamar a comunidade LGBTQIA+ de “raça desgraçada”.

“Você que disse que não assiste a esse programa, você que se sentiu ofendido: lhe peço perdão. Extrapolei como nunca, revoltado com o que vi naquele comercial, e continuo contra, minha opinião continua a mesma. Mas você que se sentiu ofendido, o que eu posso dizer é que me perdoe”, disse, na época.

A RedeTV!, emissora que Sikêra é contratado e apresenta o programa “Alerta Nacional”, chegou a emitir um comunicado em apoio à diversidade. “No caso do lamentável episódio envolvendo o apresentador Sikêra Jr. às vésperas do Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, o mesmo desculpou-se publicamente durante o programa da última terça-feira, reconhecendo o equívoco de suas declarações perante a todos que se sentiram justificadamente ofendidos e a todos seus telespectadores, o que certamente servirá para o seu aprimoramento pessoal e profissional”, afirma a emissora.

Sikêra está respondendo a uma ação civil pública movida pelo MPF (Ministério Público Federal) e pela Associação Nuances (Grupo pela Livre Expressão Sexual), que atua na defesa dos direitos humanos da população LGBTQIA+.

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