Produção da NDTV sobre a heroína Anita Garibaldi ganha o mundo

Série é exibida na Record News nacional e a partir do dia 20, pela Record Internacional em Israel; em breve exibição ocorrerá em outros países

Depois do sucesso na televisão catarinense, a série documental “Anita: Amor, Luta e Liberdade”, produção da NDTV/Record TV em parceria com o Instituto Cultural Anita Garibaldi, agora está ganhando o mundo. Desde o dia 4 deste mês está sendo exibida em todo o Brasil pela Record News e a partir do dia 20 começa a ser transmitida pela Record TV Internacional em Israel, e em breve em outros países.

A série é uma homenagem aos 200 anos de nascimento da catarinense que entrou para a história como a “heroína de dois mundos”.

Público pode assistir série na Record News- Foto: Reprodução/NDTVPúblico pode assistir série na Record News- Foto: Reprodução/NDTV

A produção, em quatro episódios, foi exibida pela NDTV entre os meses de agosto e setembro deste ano. Ela conta, por meio de lembranças embasadas em cartas e manuscritos, a trajetória de lutas de uma das mais admiráveis personagens da história brasileira. Uma história que começou junto com seu caso de amor com o revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi.

Contar os fatos sob o olhar da própria Anita foi uma das grandes apostas do documentário para estabelecer essa relação com o público. “Foi preciso ler nas entrelinhas dos livros de história, de todas as pesquisas já feitas, para encontrar a história da mulher Ana Maria de Jesus Ribeiro. E o resultado é o que apresentamos: a história de Anita como nunca foi contada antes. Alguns fatos históricos, inclusive, contados sob um ponto de vista muito pessoal”, explica a roteirista e diretora do documentário, Isabela Hoffmann.

A série, gravada no Brasil e na Itália, mistura as linguagens ficcional, jornalística e documental ao longo de cinco meses. Por três deles Isabela Hoffmann se dedicou a pesquisas e elaboração de roteiro. Depois foram dois meses de pré-produção, em seguida as gravações e a edição e finalização.

Série foi exibida pela NDTV entre os meses de agosto e setembro deste ano - Reprodução/NDTV
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Série foi exibida pela NDTV entre os meses de agosto e setembro deste ano - Reprodução/NDTV
Projeto tem objetivo de resgatar história de luta da Anita Garibaldi - Reprodução/NDTV
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Projeto tem objetivo de resgatar história de luta da Anita Garibaldi - Reprodução/NDTV
Realização durou cinco meses - Divulgação/NDTV
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Realização durou cinco meses - Divulgação/NDTV
A partir do dia 20 série começa a ser transmitida pela Record TV Internacional em Israel - Divulgação/NDTV
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A partir do dia 20 série começa a ser transmitida pela Record TV Internacional em Israel - Divulgação/NDTV

À frente de seu tempo

“Nossa intenção foi resgatar a história de luta da Anita Garibaldi, uma heroína de Santa Catarina, que lutou por liberdade, lutou pela República, uma mulher à frente de seu tempo. No documentário, contamos essa história para atualizar às gerações mais jovens, principalmente, a importância dos valores que essa mulher deixou na sua época”, destacou o diretor regional do Grupo ND em Florianópolis, Roberto Bertolin, responsável pelo argumento original da produção.

Ele está muito orgulhoso da repercussão da produção tanto junto ao público como junto à Record TV, que está colocando em sua grade e levando ao mercado internacional. E a divulgação não deve parar por aí. Bertolin revela que na semana que vem ele vai se reunir com o diretor de uma plataforma de streaming nacional para discutir a viabilidade de inclui-la em seu catálogo.

Uma vida curta e intensa

Ana Maria de Jesus Ribeiro viveu menos de 28 anos. Nasceu em Laguna, no dia 30 de agosto de 1821, deixou a cidade aos 18 anos e morreu Anita Garibaldi, aos 27, na Itália, grávida do quinto filho em 4 de agosto de 1848, mas a história surpreendente de uma vida sofrida e cheia de emoções transpassa os séculos.

A garota semianalfabeta que foi obrigada a casar aos 14 anos com um sapateiro bem mais velho e que depois de não receber mais notícias do marido – que foi lutar junto com o Exército Imperial -, conheceu o amor nos braços de Garibaldi e deixou Laguna para lutar pela República é reconhecida em todo o mundo.

Grande parte de sua história se passou no Uruguai, um dos períodos mais longos em que ela esteve longe dos campos de batalha. Foi em Montevidéu, em 1842, que Anita se casou com Garibaldi e onde passaram um período de extrema pobreza e onde ela viveu o maior sofrimento para uma mãe, a morte da filha Rosita, de apenas dois anos. Apesar das dificuldades, o casal recebia com frequência a visita de líderes revolucionários italianos e de outros países, em encontros no escuro, pois não tinham velas. Durante os seis anos em que viveu em Montevidéu, Anita aprendeu sobre cultura, literatura e outros idiomas.

Personagem fascinante e complexa

Retratar com fidelidade uma personagem tão complexa e intensa como Anita Garibaldi não foi tarefa fácil. Para resgatar com precisão sua história, a direção reuniu equipe de cerca de 40 pessoas, entre funcionários da NDTV, profissionais independentes que atuam no cinema, atores e produtores no Brasil e na Itália. Historiadores, professores e estudiosos da trajetória de Anita também emprestaram seus conhecimentos à produção.

A maioria das cenas foram gravadas em Laguna, onde Anita nasceu. Vários locais serviram de cenário, como o Museu Anita Garibaldi, no centro histórico da cidade, a casa onde ela morou com o primeiro marido, o sapateiro Manoel Duarte, e nos molhes de Laguna, onde ocorreu a Batalha de 15 de Novembro. A equipe esteve também em Imbituba, Lages e Curitibanos, lugares por onde a revolucionária passou lutando por liberdade e justiça. Na Europa, as gravações aconteceram em cinco cidades, inclusive em Roma, onde estão enterrados os restos mortais de Anita e onde vivem alguns descendentes.

Além do roteiro e direção de Isabela Hoffmann, o documentário tem direção de produção de Marcelo Campanholo, produção de dramaturgia de Nelson Felix, direção de fotografia de Marcelo Feble e a parte documental conduzida pelo jornalista Celito Esteves.

Mais visibilidade para sua intérprete

No papel de Anita Garibaldi, a atriz lagunense Lize Souza é a conterrânea que mais vezes a interpretou tanto no cinema quanto em espetáculos teatrais. Lize, que costuma dizer que cresceu com Anita, pois a interpretou pela primeira vez aos 17 anos e hoje, aos 35, teve pela primeira vez a oportunidade de dar vida à Anita mãe – ela, que não tem filhos, precisou de uma preparadora para assimilar toda a dor da mulher que vê um filho morrer em seus braços – também está muito feliz com o fato de que agora vai para o mercado internacional. Sem dúvida, um grande passo para a sua carreira, em que Anita se tornou o papel de sua vida. O ator Welington Moraes, que viveu Giuseppe Garibaldi, também está orgulhoso da repercussão do trabalho.

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