Professor Sérgio Colle avalia os mais de 40 anos dedicados à UFSC

Energia renovável, autonomia das universidades federais e o episódio envolvendo o seu retorno como professor voluntário foram pontos abordados no Conexão ND desta segunda-feira (9)

O professor e pesquisador Sérgio Colle foi o convidado do Conexão ND desta segunda-feira (9), onde conversou com o jornalista e colunista do Grupo ND, Moacir Pereira, sobre os mais de 40 anos dedicados à UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

Professor Sérgio Colle avalia os mais de 40 anos dedicados à UFSC – Foto: Leo Munhoz/NDProfessor Sérgio Colle avalia os mais de 40 anos dedicados à UFSC – Foto: Leo Munhoz/ND

Professor no departamento de Engenharia Mecânica da instituição desde 1976, Colle é respeitado pelo seu extenso currículo. Entre os pontos abordados na entrevista, o professor, aposentado desde janeiro de 2021, explicou o que, no seu ponto de vista, motivou o episódio de suspensão inicial do seu retorno ao cargo de professor voluntário da UFSC.

“Meu nome foi cancelado, como usam o termo temerário, conforme a declaração do próprio procurador geral da UFSC (…) É notório que sempre fui um conservador dentro da instituição no sentido que primo pela qualidade de ensino e pesquisa e me coloquei contra as cotas, obviamente, porque resultam em políticas eleitoreiras de governos que queriam gerar mais cabos eleitorais para seus candidatos ao cargo de presidente, como ocorreu”, explica o professor.

No entanto, o pesquisador afirma que o processo de avaliação deixou de ser apenas pelo critérios de mérito, plano de trabalho, mas que virou questão ideológica.

“A minoria que se diz representante dos alunos da UFSC fez um depoimento contra a minha pessoa de forma falsa e posso provar porque não existe materialidade nessas acusações. Assim como foi reduzida de forma ideológica e resultando neste coro esquerdista que cancelou o meu nome”, completa o pesquisador.

Além disso, Sérgio Colle apontou que os motivos que levantaram a vontade de retornar ao trabalho foram as orientações para duas teses de mestrado, duas de doutorado e tocar os projetos, por exemplo, na área de energia renovável.

Retorno das atividades presenciais na UFSC

O professor relembrou que o setor de pesquisa tecnológica seguiu se dedicando mesmo após o início da pandemia da Covid-19. No entanto, ele afirma que ainda é difícil de avaliar se as atividades presenciais já deveriam ter voltado na instituição.

“É difícil de avaliar se é o momento para volta porque os alunos deveriam estar vacinados, as vacinas deveriam ter alta confiabilidade e é uma questão complexa”, completa.

Autonomia das universidades federais

A autonomia das instituições federais é permitida desde 1998, através da Constituição Brasileira de 1998. No entanto, Sérgio Colle acredita que foi um erro. “Isso significou uma completa independência da universidade e divórcio delas com as grandes prioridades nacionais”, completa o pesquisador.

Mesmo com as duras críticas ao atual sistema das universidades federais brasileiras, Sérgio Colle contou o que destaca ao longo dos mais de 40 anos de UFSC.

“Permaneci porque eu gosto, principalmente dos bons alunos que me desafiam e mostram ser mais inteligentes que o próprio professor. Eu coloquei bons alunos em grandes universidades, por exemplo, no MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos Estados Unidos, Bélgica, Holanda e alguns alemães que vieram para estágio”, relembra o professor.

Os estudos em energia renovável também estão entre seus destaques no campo da pesquisa. Entre eles, a energia solar, onde afirma que o Brasil está atrasado.

“A energia solar veio arrastada pela iniciativa privada. Hoje, é da cultura nacional todos os coletores [de energia solar] e estão aí porque a inciativa privada colocou em pauta”, completa.

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