Campeonato Sul-americano reúne velejadores em Florianópolis

Competição realizada durante feriado reuniu dezenas de velejadores, e foi a primeira de relevância nacional desde as suspensões motivadas pela pandemia

Após sete meses de paralisação nas competições por causa da pandemia, o Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha realizou neste feriado o 42º campeonato sul-americano de vela na classe Optimist, que é para jovens de até 15 anos.

Foram 53 atletas que competiram nas categorias de estreantes e de veteranos. As competições ocorreram no sábado, domingo e terminaram na tarde desta segunda-feira (2).

42º Campeonato Sul-americano foi realizado neste sábado, domingo e segunda-feira – dias 31, 1 e 2 – Foto: Iate Clube SC/Divulgação/ND42º Campeonato Sul-americano foi realizado neste sábado, domingo e segunda-feira – dias 31, 1 e 2 – Foto: Iate Clube SC/Divulgação/ND

O primeiro e o segundo lugar ficaram com os irmãos Guilherme e Fernando Menezes, respectivamente. Os dois treinam no Iate Clube de Santa Catarina. No feminino, a liderança ficou com Clara Meyer Cardoso Mateus, que atingiu o quinto lugar na classificação geral.

Competição sem plateia

O evento foi realizado pela Fesporte (Fundação Catarinense de Esporte) e seguiu o protocolo de segurança sanitária. Foi realizada a medição de temperatura dos participantes e álcool foi distribuído para passar nas mãos na chegada ao evento.

Os pais dos participantes acompanharam o desempenho dos jovens à distância. Já que o restaurante do clube ficou fechado para evitar movimentação, lanches foram distribuídos para os atletas no final de cada dia de competição. Não houve plateia.

Competição seguiu protocolos sanitários – Foto: Iate Clube SC/Divulgação/NDCompetição seguiu protocolos sanitários – Foto: Iate Clube SC/Divulgação/ND

“A gente conseguiu. Pedimos que os pais não viessem em massa. Que não ficassem aglomerados e para as crianças não teve problema porque estão dentro d’água, cada um veleja no seu barquinho. Então não teve nenhum problema”, diz o comodoro do Iate Clube de Santa Catarina, Ildefonso Witoslawski Junior.

Velejadores de diferentes Estados

A competição da classe Optimist reuniu meninos e meninas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país que sonham em vencer e avançar no esporte. Alguns vieram de cidades onde não têm mar e o desafio foi maior.

É o caso de Diego Simonitz, de 12 anos. Ele costuma treinar no lago Guaíba, em Porto Alegre. “É bem diferente da água doce onde eu treino. E no mar o barco flutua muito, então é bem diferente. Mas é uma experiência muito legal”, diz.

“Depende do vento também. Se está com um pouco mais de vento tem que se posicionar um pouco mais pra fora do lado da vela pra dar uma equilibrada a mais no barco. Agora no mar tem essa coisa que o barco flutua mais. Então às vezes o barco tem mais instabilidade”, diz Augusto Torre Mateus, que também é de Porto Alegre.

Participaram velejadores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país – Foto: Iate Clube SC/Divulgação/NDParticiparam velejadores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país – Foto: Iate Clube SC/Divulgação/ND

Já Joana Freitas, de 11 anos, é do Rio de Janeiro e está acostumada com as ondas. Ela diz que a solução é jogar o corpo pra trás pra fazer força de sustentação e equilibrar a vela. “Por causa da onda. Quando ela vem, se você não colocar o seu corpo bem pra trás, o seu barco trava muito. Então é melhor você jogar pra trás”.

No contravento, o deslocamento é feito em ângulos de 45 graus numa espécie de zigue-zague. “Tem que ser o ângulo de 45 graus pra gente conseguir andar contra o vento só que daí nessa hora o barco aderna muito. É bem difícil. Mas a gente se vira”, diz Diego Simonitz.

“O vento varia, né. Sobe, desce, muda de direção. Então o vento basicamente é o acelerador do barco. Então aqueles que conseguem perceber e aproveitar melhor, andam mais rápido e chegam na frente”, diz o árbitro de regatas, Ricardo Navarro.

Os irmãos que venceram o campeonato são gêmeos. Eles estão com 15 anos e treinam juntos desde os 10. “O nosso amigo já velejava e aí ele chamou a gente para fazer uma aula experimental e a gente acabou gostando”, diz Fernando.

Essa é a última competição dos irmãos na categoria Optimist que é para jovens de até 15 anos. Depois, eles seguem para barcos maiores da categoria jovem, que é a transição para as classes olímpicas. “É um esporte fantástico que eu adoro, amo. Eu pratico toda semana. É o que eu mais gosto de fazer” diz Guilherme.

“Eu gosto dessa liberdade que a gente tem de escolher o que a gente pode fazer na regata. A gente convive muito mais com a natureza, com o mar. É um esporte muito bom”, diz Fernando.

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