‘Fórmula 1 dos mares’, The Ocean Race prepara competição com novidades e parada em SC

Regata faz parada em Itajaí em abril de 2023 e terá cobertura oficial pela Record News e Grupo ND

Vento no rosto e água salgada até onde o olhar alcança: a sensação já é conhecida pelos velejadores da The Ocean Race, que já se preparam para o retorno da competição, que faz parada em Itajaí, Litoral Norte catarinense, em abril de 2023.

O registro completo desta competição fica por conta da Record News, com cobertura do Grupo ND. A Record News é a emissora oficial da The Ocean Race, parceria oficializada em dezembro do ano passado.

‘Fórmula 1 dos mares’, The Ocean Race prepara competição com novidades e parada em SC – Foto: Sailing Energy/The Ocean Race/ND‘Fórmula 1 dos mares’, The Ocean Race prepara competição com novidades e parada em SC – Foto: Sailing Energy/The Ocean Race/ND

A competição tem largada prevista para o dia 15 de janeiro de 2023, em Alicante, na costa mediterrânea da Espanha. Os competidores vão mergulhar em uma das provas mais desafiadoras do mundo: mais de 31 mil milhas náuticas – equivalente a mais de 57 mil quilômetros de distância – ao redor do mundo.

Na primeira fase, os participantes velejam até a Cidade do Cabo, na África do Sul, antes de iniciar a etapa mais longa da história da regata. São quase 13 mil milhas náuticas de travessia do Oceano Sul, passando pelos três grandes cabos (Cabo da Boa Esperança, Cabo Leeuwin e Cabo de Hornos) antes de terminar em Itajaí, em abril de 2023.

A regata seguirá para Newport (Rhode Island – Estados Unidos); Aarhus (Dinamarca); Haia (Holanda) e terá sua Grande Final no Mediterrâneo em Gênova (Itália) no verão do hemisfério norte de 2023.

A regata começa em Alicante, na Espanha, e os competidores para a Grande Final no Mediterrâneo em Gênova (Itália) no verão do hemisfério norte de 2023 – Foto: Sailing Energy/The Ocean Race/NDA regata começa em Alicante, na Espanha, e os competidores para a Grande Final no Mediterrâneo em Gênova (Itália) no verão do hemisfério norte de 2023 – Foto: Sailing Energy/The Ocean Race/ND

Edição com novidades

Até agora, 21 equipes já confirmaram participação na regata. Nesta edição, a The Ocean Race também traz novidades para a competição. Diferente dos outros anos, as equipes estarão divididas entre duas categorias, cada uma com um modelo diferente de veleiro. Nas demais edições, todos os veleiros eram do mesmo modelo.

Serão 14 equipes competindo com o barco IMOCA 60 class, e sete que competem com o VO65 class. Segundo a competição, ambos os modelos têm uma performance semelhante.

As equipes com o IMOCA competirão pelo troféu da The Ocean Race, enquanto as que usam VO65’s disputam o The Ocean Race Trophy for VO65.

O IMOCA 60 é um veleiro de alta performance e um dos mais tecnológicos entre os modelos semelhantes.

Enquanto isso, o VO65 foi responsável por, na última edição da corrida, bater recordes de velocidade. A corrida com este modelo foi a mais acirrada dos últimos 45 anos de competição. A equipe Dongfeng Race Team ganhou com apenas 16 minutos de vantagem, depois de 126 dias de corrida.

Record News é emissora oficial

Para o presidente da Record News, Reinaldo Gilli, a parceria entre a emissora e a regata é histórica para Itajaí. “Além da regata, toda a estrutura que envolve essa grande competição deve ser levada aos espectadores, com uma cobertura completa aqui da cidade de Itajaí”, afirma.

Gilli ainda considera a Ocean Race como a “Fórmula 1” das competições náuticas. Os preparativos para receber a regata devem começar meses antes da parada oficial da competição na cidade catarinense. Para Gilli, a Ocean Race deve projetar não apenas Itajaí, mas Santa Catarina para o mundo todo.

Itajaí vai receber, pela quarta vez, a Ocean Race, em 2023 – Foto: Ian Sell/NDItajaí vai receber, pela quarta vez, a Ocean Race, em 2023 – Foto: Ian Sell/ND

“Essa parceria vai integrar todos os veículos do Grupo ND, Record News e também o portal R7, popularizando esse grande evento que é a Fórmula 1 dos mares”, afirma o gerente regional da NDTV Itajaí, Cristian Vieceli.

Para o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (MDB), “é uma alegria e um orgulho para nossa cidade receber novamente a The Ocean Race. Isso consolida Itajaí como Polo Náutico do Brasil, fortalecendo a economia do mar e o turismo de toda região. Além disso, é um evento que leva o nome de Santa Catarina e do Brasil para o pódio mundial”, ressalta.

“É fantástico voltar a Itajaí após três paradas bem-sucedidas nas edições anteriores”, afirma Richard Brisius, presidente da The Ocean Race. “Em 2018, ver a resposta da torcida local à velejadora Martine Grael foi um lembrete poderoso do que esse esporte significa para nossos fãs no Brasil”. A última edição, que também teve parada em Itajaí, marcou a estreia da campeã olímpica brasileira Martine Grael na competição.

André Bochecha, vereador brasileiro atravessa o temido Cabo Horn na edição de 2015 – Foto: Ocean Race/DivulgaçãoAndré Bochecha, vereador brasileiro atravessa o temido Cabo Horn na edição de 2015 – Foto: Ocean Race/Divulgação

Proteção aos oceanos

Não é só uma competição: a Ocean Race ainda realiza uma série de estudos sobre o meio ambiente e o clima do planeta. Um dos últimos estudos divulgados pela regata revelam todo o impacto que os plásticos têm causado nos oceanos.

No litoral europeu, o material é quase uma praga dos mares. As 36 amostras coletadas em toda a Europa, inclusive no Mar Báltico na Escandinávia, no Canal da Mancha, entre Reino Unido e França, na costa atlântica e no Mar Mediterrâneo, continham microfibras: pequenas fibras plásticas que entram no meio ambiente através da fabricação e da lavagem de roupa sintética. As fibras também chegam no mar através dos pneus de automóveis que chegam ao mar depois de correntes e de fortes chuvas.

Mapa ilustra concentração de resíduos na Europa – Foto: The Ocean Race – Reprodução/NDMapa ilustra concentração de resíduos na Europa – Foto: The Ocean Race – Reprodução/ND

Os dados foram coletados pelas equipes participantes da fase europeia da regata, entre maio e junho de 2021. Em média, os mares do Velho Continente possuem 139 partículas de microplásticos por metro cúbico. Além disso, existem artigos de plásticos maiores como garrafas de plástico, embalagens de alimentos e tampas procedentes de cosméticos.

O estudo da regata foi feito em parceria com a Universidade de Utrecht na Holanda e com o Centro Geomar de Investigação Oceânica de Kiel, na Alemanha.

Os dados recolhidos pela regata servem para o desenvolvimento de um mapa de plásticos do oceano e ajuda a compreender como os plásticos chegam aos ecossistemas marinhos.

The Ocean Race prepara edição inédita, com mais veleiros e propósito sustentável – Foto: Sailing Energy/The Ocean Race/NDThe Ocean Race prepara edição inédita, com mais veleiros e propósito sustentável – Foto: Sailing Energy/The Ocean Race/ND

Impactos positivos na economia local

A última edição da The Ocean Race teve mais de R$ 83 milhões de impacto econômico em Santa Catarina – 28% a mais do que a parada de 2015, conforme a prefeitura de Itajaí. Ao todo, 75% desse montante ficou na cidade e na região. O governo do Estado, por exemplo, arrecadou mais de R$ 5 milhões em impostos.

O setor hoteleiro de Itajaí foi o maior impactado, lucrando em torno de R$ 5 milhões com o evento. A vinda da regata internacional também fez com que a rede hoteleira de Itajaí triplicasse o número de leitos para atendimento aos visitantes.

“Os benefícios desse evento vão além do turismo, por isso trabalhamos para trazê-lo de volta a Itajaí. A cada parada conseguimos evoluir na organização e tenho certeza que entregaremos uma edição ainda melhor que a última”, comenta o secretário de Turismo e Eventos de Itajaí e presidente da Itajaí Stopover em 2018, Evandro Neiva.

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