Baleia desencalha com ajuda de órgãos ambientais na praia da Lagoinha

Balanço Geral Florianópolis

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baleia encontrada encalhada na praia da Lagoinha, na região de Ponta das Canas, em Florianópolis, desencalhou no final da manhã desta quarta-feira (3), por volta das 11h50. A força-tarefa envolveu a Polícia Militar Ambiental, Ibama, Associação R3 Animal e pescadores.

O caso ocorreu com um filhote de nove metros de comprimento da espécie Jubarte. Ele ficou cerca de 18 horas no local.

Animal desencalhou por volta das 11h50 – Foto: Reprodução/NDTV

Para a remoção foi utilizado um kit de desencalhe de baleia, que conta com uma corda especial para amarrá-la sem oferecer danos. Dois barcos de pesca e um barco de uma empresa de passeios marítimos foram acionados para auxiliar no desencalhe.

Conforme a presidente da Associação R3 Animal, Cristiane Kolesnikovas, o filhote aparentava estar bastante desorientado e tentou retornar à faixa de areia após o desencalhe, sendo impedido por embarcações.

Por volta das 12h, o animal permanecia próximo à orla da praia, o que acabou preocupando biólogos e veterinários presentes no local.

Segundo especialistas, este não seria um bom sinal, pois o filhote já deveria estar nadando em direção ao alto mar. “Pode ser sinal de que ele esteja doente ou tenha alguma outra complicação”, explicou Kolesnikovas.

A reportagem do nd+ retornou o contato com a associação às 13h30. De acordo com Kolesnikovas, o animal já se encontrava longe da orla. Embarcações da PMA, bombeiros e Marinha realizam o monitoramento por água, enquanto as equipes da R3 seguem por terra.

Entenda o caso

Pescadores encontraram o filhote encalhado no início da noite desta terça-feira (2). A ocorrência chegou a ser transmitida ao vivo por pescadores, enquanto aguardavam socorro.

Às 20h, os policiais militares ambientais chegaram ao local para avaliar a situação.

Após a baleia ter sido desencalhada pela maré alta, ela voltou a ficar encalhada. Por volta de 19h40, o animal estava novamente preso aos bancos de areia e com ferimentos.

De acordo com a Polícia Militar Ambiental, é comum a presença de Jubartes no litoral catarinense nesta época. No entanto, não é recorrente o encalhe desses animais. A suspeita é de que o filhote tenha se perdido da mãe durante a travessia.

Ação planejada ajuda em resgates

O biólogo Emerilson Gil Emerim alerta para a importância de um plano de resgate para animais deste porte. “É importante já ter uma estratégia prévia que envolva bombeiros, polícia, ICMBio, Ibama. Quanto mais rápido um animal como este for resgatado, maiores são as chances de ele se recuperar”, diz.

Baleias que encalham geralmente apresentam problema de saúde ou foram afetadas por algum fator acidental. Ficar na areia provoca machucados e pode levar à morte rápida desses animais.

Segundo Emerim, o litoral catarinense está na rota migratória das baleias jubartes. Esses animais partem da Antártica em direção ao litoral do Nordeste, mais precisamente para a região do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos.

A espécie Jubarte é mais comum em águas mais profundas, explica o biólogo. O que difere das baleias Francas, por exemplo, que procuram águas mais rasas para acasalar e ter os filhotes.

Com informações da repórter Catarina Duarte.

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