Estrutura de embarque para a Costa da Lagoa é bloqueada por falta de segurança

Balanço Geral Florianópolis

De segunda a sábado, às 11h50

Moradores e turistas que visitam a Costa da Lagoa, usando os barcos como transporte, estão sem ponto de embarque e desembarque na Lagoa da Conceição, em Florianópolis. A estrutura está desativada por falta de segurança. Os pilares que sustentam o ponto e a guarita de venda de passagens são os mais preocupantes.

Mesmo na baixa temporada a movimentação de barcos não para. A todo momento tem passageiros chegando e embarcando no trapiche no início da Avenida das Rendeiras, na Lagoa da Conceição.

A Costa da Lagoa, além de um destino turístico é um bairro com cerca de 1600 moradores, pessoas que diariamente tem como único meio de transporte, o barco. Foi a preocupação dos moradores que fez com que a Defesa Civil fosse até o local avaliar a estrutura utilizada para venda de passagens e no embarque e desembarque de passageiros.

“Chegando ao local, uma série de elementos estruturais foram avaliados. No retorno da equipe foi informado da gravidade que estava o trapiche, não tivemos outra opção a não ser fazer a interdição por questões de segurança”, afirma o diretor da Defesa Civil Florianópolis, Luiz Eduardo Machado.

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Pilares de sustentação comprometidos

A Defesa Civil avaliou todo o imóvel e também a parte inferior do trapiche que, inclusive, já apresenta um desnível, mas são os pilares de sustentação comprometidos que representam o maior risco.

De acordo com Machado, esses pilares principais são elementos estruturais importantes para a estabilidade da alvenaria e estão com alto grau de comprometimento. “Já estão rompidos, armaduras expostas, já não exercem mais a função para qual foram construídos”, afirma.

A interdição da estrutura que faz parte do trapiche da Lagoa da Conceição foi vista com preocupação pela associação de moradores do bairro.

De acordo com a presidente da Amola (Associação de Moradores da Lagoa da Conceição), a associação tem um abrigo adequado e os próprios funcionários estão trabalhando de forma provisória. “A gente vê que querendo ou não isso gera uma situação em que as pessoas tem que se adequar a realidade”, pontua.

Faixas bloqueiam acesso

Os avisos estão no local informando que no dia 13 de agosto a Defesa Civil esteve no trapiche e constatou a insegurança da estrutura. Faixas bloqueiam o acesso, o que obrigou uma mudança no ponto de embarque e desembarque dos passageiros.

No verão, em média 1200 passageiros por dia utilizam os barcos para fazer o deslocamento da Lagoa até a Costa da Lagoa. Nas demais épocas do ano, cerca de 400 pessoas passam pelo local diariamente. Passageiros que agora com a estrutura interditada vão precisar aguardar pelo transporte em outros pontos do trapiche. Até mesmo a compra das passagens passará a ser em um local improvisado.

As madeiras para construir a estrutura provisória já foram providenciadas. A ideia é usar o ponto onde já foi instalada parte de uma cobertura para fazer este espaço de venda de passagens.

“Estamos trabalhando em conjunto com a prefeitura junto com o material e a Cooperbarco com a mão de obra para ser montado um pequeno escritório provisório, para que a comunidade e os visitantes sejam atendidos”, explica o presidente da Amocosta (Associação dos Moradores da Costa da Lagoa), Volnei de Andrade.

A prefeitura informou que está trabalhando junto com a cooperativa de barcos para resolver o problema. Segundo a Defesa Civil, agora, cabe a eles definirem o destino da estrutura. “Os órgãos envolvidos vão definir a solução final, e teremos respostas se será realizada a revitalização ou o desmonte e o refazimento com uma estrutura mais moderna”, afirma Machado.

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