Incerteza nas obras do Contorno Viário afetam moradores de Palhoça

Balanço Geral Florianópolis

De segunda a sábado, às 11h50

Prédios e casas já foram demolidos, mas até agora as obras pouco saíram do lugar. O Contorno Viário, que é esperado há 11 anos para ligar municípios da Grande Florianópolis, não da sinal de finalização da obra.

A comunidade do bairro Aririu, em Palhoça, convive com a incerteza, moradores que estão na rota da obra aguardam informações sobre o futuro, que por enquanto, está incerto.

O empresário Acácio Thiesen, morador do bairro, terá de entregar metade do terreno onde mora e tem uma empresa instalada para a construção do contorno, mas até agora não recebeu as informações necessárias para poder planejar o futuro da família e dos negócios.

Acácio reclama não saber quantos metros serão desapropriados, e que até agora os responsáveis pela construção ainda não entraram em contato com ele para esclarecer essas questões.

O primeiro comunicado recebido pelo empresário previa a retirada da casa e da empresa. Já em um segundo informativo, estava previsto que uma área menor seria desapropriada. Acácio aguarda uma visita técnica para entender o que será feito no terreno, assim como dezenas de moradores que estão na mesma situação.

O Contorno Viário da Grande Florianópolis vai cortar áreas do município de Palhoça em pelo menos quatro bairros, são eles, Bela Vista, Cubatão, Barra do Aririu e Aririu. Nesses locais, além da preocupação com a realocação dos moradores e do comércio, existe a expectativa em relação aos acessos, com uma das rodovias mais movimentadas do país passando por áreas urbanas, e como ficarão as ligações entre os espaços que passarão a ser divididos pela BR.

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De acordo com o secretário de Infraestrutura do município, Eduardo Freccia, serão construídos viadutos e elevados para fazer a ligação das pelo menos cinco ruas que estão previstas na rota do contorno.

Nos acessos do contorno com a BR-101 e BR-282, a Autopista Litoral Sul, Concessionária que administra a rodovia, informou que estão previstos dois trevos para fazer intercessão, que também servirão para o acesso das comunidades do entorno, a ligação com a BR-282 ficará no bairro Aririu.

O secretário informou ainda, que alças de acesso devem ser integradas as pistas para equilibrar a necessidade do fluxo e dos moradores, permitindo que o acesso seja de maneira rápida e menos complicada.

Ao longo dos 50 km de rodovia, estão previstos seis acessos, já que ela foi projetada para ser expressa e de passagem. Segundo especialistas essa é a melhor opção para que a via não perca a característica pelo qual foi projetada.

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