Órgãos seguem sem solução definitiva para trânsito na entrada da Ilha de Santa Catarina

Balanço Geral Florianópolis

De segunda a sábado, às 11h50

Quase dois meses se passaram desde a reunião entre a Prefeitura de Florianópolis, o governo do Estado, o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e as políciais militar e rodoviária. Em junho foi feito um pacto pela mobilidade, a promessa foi pensar soluções em conjunto para a região metropolitana, mas na prática, pouca coisa mudou.

Para resolver o caos, o diálogo. Em um universo em que cada um é responsável por um trecho, não há solução para o todo se cada um pensar apenas em si. Foi esse o acordo feito no dia 27 de junho.

De acordo o com secretário de Mobilidade de Florianópolis, Michel Mittmann, os diálogos tem evoluído para que seja possível ter um planejamento e operação de trânsito integrados.

Cena recorrente, fila e trânsito lento para acessar a Ilha de Santa Catarina – Anderson Coelho/ND

“Multidão” para o trânsito toda manhã

Porém, para a maioria dos motoristas, ainda é preciso mudar muita coisa. Uma multidão seguindo para o mesmo destino, com apenas uma única entrada, causando filas e muitas vezes “parando” o trânsito.

No começo da manhã são mais de cinco mil veículos por hora cruzando a ponte Pedro Ivo, que dá acesso à Ilha de Santa Catarina, mais de 100 mil ao longo do dia. De mudança, apenas o acesso para quem vem dos bairros Coqueiros e Estreito, que voltou a ter duas faixas. No início do mês, houve o teste de inversão de uma das faixas da Ponte Colombo Salles, porém, foi apenas uma simulação para situações de crise.

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Novas faixas para “aliviar” o trânsito

Outras duas propostas devem ser testadas nos próximos dias. Uma é ampliar de quatro para cinco faixas sobre a Ponte Pedro Ivo. E a alça para quem segue para a Avenida Beira-Mar, que hoje é duplicada, deve ganhar uma terceira faixa.

“Acredito que em setembro já estaremos fazendo. Como ali a obra é um pouco mais simples, caso seja necessário fazer a obra depois da simulação, já implementamos na sequência”, explica Mittmann.

Mudanças também no entorno da Hercílio Luz

A prefeitura também deve fazer várias mudanças no entorno das cabeceiras da Ponte Hercílio Luz. Vagas de estacionamento devem ser extintas em algumas ruas para permitir a construção de corredores de ônibus. Pedestres, ciclistas e ônibus terão prioridade de passagem na reabertura da velha ponte. E só depois de algum tempo os carros poderão passar por ela.

Segundo Mittmann é necessário cumprir um cronograma de inserção das linhas de transporte coletivo. “Esse é o primeiro ponto, e não se faz do dia para a noite, existe uma série de procedimentos e processos. Temos que testar, fazer funcionar aquele conjunto de linhas, aplicar a próxima”, afirma o secretário.

Ainda segundo Mittmann, caso o automóvel individual entre de início, isso poderia se tornar um fator negativo para a simulação e operacionalização.

Também está sendo estudada a construção de um corredor de ônibus na revitalização da Avenida Ivo Silveira. E o Dnit cobra mudanças na saída da Via Expressa para a BR-101.

“Passou a Colombo Salles, entrando na Via Expressa, sentindo BR-101, é bom demais. O problema é você sair dela no extremo”, afirma o superintendente do Dnit SC, Ronaldo Carioni. “Na BR-101, levei o ministro [Tarcísio Gomes de Freitas] lá para que a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), a Arteris faça uma faixa a mais no sentido Sul, são 500 metros e não vai ter mais esse problema na saída”, completa.

O superintendente também defende que é preciso fazer a terceira faixa na alça de quem sai da ponte, na entrada da Ilha, e segue para a Beira-Mar. Segundo Carioni são nove faixas entrando em quatro da Ponte Pedro Ivo, então, segundo ele, a tendência é de melhora no fluxo.

Em nota a ANTT afirmou ainda estar analisando o pedido da Autopista Litoral Sul.

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