Prefeitos da Grande Florianópolis se reúnem para debater sobre a implantação do transporte marítimo

Balanço Geral Florianópolis

De segunda a sábado, às 11h50

A implantação do transporte marítimo na Grande Florianópolis, deu mais um passo. Os prefeitos de todas as cidades da região se reuniram com a Secretaria de Infraestrutura do Estado para debater o projeto.

O resultado do encontro foi a elaboração de um cronograma de atividades e metas. Já para o próximo encontro, em setembro, os prefeitos devem apresentar um estudo sobre o uso do mar para o transporte marítimo na região. A ideia é reunir todos os levantamentos e elaborar um projeto mais detalhado que irá embasar uma futura licitação.

Concessionária aguarda licença ambiental para fazer adequações nos pontos de embarque e desembarque de passageiros – Anderson Coelho/ND

Palhoça com estudos avançados

Em Palhoça os estudos já foram feitos, mas o que o prefeito Camilo Martins defendeu na reunião, foi a possibilidade do investimento financeiro ser do governo estadual, já que a prefeitura não teria como bancar a estrutura.

“É fundamental fazer os trapiches com o dinheiro do Estado, os terminais com o dinheiro do Estado, além dos acessos. É preciso comprar as embarcações e colocar a funcionar de forma integrada, para aí depois disso tudo fazer a concessão. Todos sabemos que é economicamente inviável, então não terá atrativo de empresas”, explica o prefeito.

Ainda segundo Martins, com a concessão concluída, as cidades irão “virar de frente para o mar”, fazendo com que os moradores de Palhoça, Florianópolis, Biguaçu e São José tenham outro modal de transposição.

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São José segue a mesma ideia

A opinião é compartilhada pela prefeita de São José. Adeliana Dal Pont acredita que caso haja o aporte do governo do Estado, a iniciativa deve, de fato, sair do papel. “Para haver transporte marítimo, tem que haver investimentos, não adianta só dizer que temos que aproveitar o mar”, afirma a prefeita.

O estudos já realizados pela prefeitura de São José apontaram os locais onde os terminais marítimos poderiam ser instalados. A preocupação foi integrar o transporte pelo mar, com o transporte coletivo. “A importância de se interligar com o transporte marítimo é vital, desde que também as empresas que venham explorar, façam investimentos, não só exploração”, afirma Adeliana.

A prefeitura de Palhoça também tem os pontos adequados definidos e planeja viabilizar o uso de um catamarã para ser utilizado no turismo da cidade. Estruturas que depois, poderiam ser adaptadas para o transporte marítimo.

Segundo o prefeito, Camilo Martins, serão feitos quatro trapiches em Palhoça para que caso o governo do Estado não dê sequência ao projeto, o município tenha uma embarcação pequena para ser usada de forma turística.

De acordo com Martins, os pontos seriam na Ponte do Imaruim, no Centro, na Barra do Aririu, um na Praia de Fora, na Enseada de Brito e um na Praia do Sonho. “São seis locais que entendemos necessários. Desses seis, vamos tirar quatro locais para colocar em prática”, explica.

Acatmar acompanha o processo

A Acatmar, Associação Náutica da Capital, vem acompanhando cada passo dado para tirar o projeto do transporte marítimo do papel. E acredita que quando esse modal virar realidade, deve ser aproveitado também para o turismo.

“Temos a possibilidade de aproveitar essa estrutura, que for montada, para também fomentar o turismo náutico de Florianópolis. Queremos propiciar ao cidadão e visitante, uma outra visão das cidades da região”, afirma o diretor da Acatmar, Maurício Ventura.

O diretor acredita que os estudos devem levar em consideração não só a localização e o acesso a outras modalidades de transporte, mas também, as condições de vento e mar. “Temos que fazer dispositivos muito similares a esse efeito que a fileira de prédios está fazendo. Ou seja, que abra mares nas áreas onde terão os trapiche, de forma que as manobras sejam protegidas, independente do vento”, explica.

Governo fará estudo financeiro

Ao governo do Estado, cabe agora fazer um estudo financeiro para avaliar a viabilidade do projeto. De acordo com o subchefe da Casa Civil SC, Matheus Hoffmann, será feito um estudo de viabilidade econômica e financeira para que possa que o projeto seja viabilizado.

Em Florianópolis, um dos pontos pensados até o momento para ser o embarque e desembarque de passageiros, fica atrás do Centro Sul. Em Biguaçu, o Centro também seria opção. Diante dos levantamentos, o que a Suderf (Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Florianópolis) acredita que não se pode abrir mão é da facilidade de conexão entre o transporte marítimo e outros tipos de transporte.

“Temos certeza que o transporte marítimo só funcionará se estiver interligado com o transporte coletivo. Já conversamos com os municípios para que sejam identificados os locais próximos aos terminais de ônibus, para ajudar na melhora da mobilidade urbana”, explica Hoffmann.

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