Santa Catarina tem três cidades entre as 20 menos violentas no país, aponta relatório

Balanço Geral Florianópolis

De segunda a sábado, às 11h50

Santa Catarina tem três cidades entre as 20 menos violentas do país com mais de 100 mil habitantes, segundo levantamento do Atlas da violência, com dados de 2017, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgado nesta segunda-feira (5).

Aparecem nesta lista, Brusque, no Vale do Itajaí, Jaraguá do Sul, na região Norte, e Tubarão, no Sul do Estado. Entre as capitais, Florianópolis aparece com a sétima maior taxa em 2017: 30 homicídios por 100 mil habitantes.

A Capital tem motivos para se preocupar, segundo o Ipea, apesar do número relativamente baixo, a taxa que em 2014 era de 14,5, baixou para 13,2 em 2015, subiu 17,6 em 2016 e saltou para 30,0 em 2017.

Segundo os dados, a cidade mais pacífica é Jaú, em São Paulo, com taxa de 2,7 homicídios por 100 mil habitantes. Indaiatuba, também em São Paulo, está em segundo. Jaraguá do Sul é a quarta, com 5,5 assassinatos por 100 mil habitantes, Brusque aparece em quinto, e tubarão em décimo quinto.

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Entrevista com o presidente do Colegiado em Segurança Pública, coronel Araújo Gomes:

Há algo expressivo com relação a segurança feita nessas cidades menos violentas? Por que isso acontece?

Vale destacar que são as cidades com mais de 100 mil habitantes menos violentas. Porque a realidade, Santa Catarina, das cidades com menos de 100 mil habitantes também é de uma segurança extrema, que serve de modelo para o Brasil. Nessas três cidades, nós encontramos três aspectos que colaboram para a redução da criminalidade e essa manutenção em logo prazo. Um aspecto cultural, há um cultura forte de cuidado mútuo, de acolhimento, de responsabilidade em nível comunitário. Depois você tem um forte componente econômico, são lugares onde você tem equilíbrio em termos de desigualdade social, de geração de emprego e renda. E por último, a segurança pública que funciona intimamente ligadas as estruturas sociais locais. Os projetos comuns, a cooperação do poder público com as polícias militar e civil são muito fortes e isso tudo se traduz como resultado numa cidade segura.

Um dado levantado em 2017, apontou que estávamos com uma situação violenta no Estado, mesmo assim aparecem estes números expressivos e positivos. De lá pra cá, melhorou ainda mais nestes dois, três anos?

Com certeza esses dados representaram praticamente o pior cenário do Estado na década. Para se ter uma ideia, já de 2017 para 2018 as mortes violentas em Santa Catarina até o dia de hoje teriam caído 13%, e de 18 para 19, ou seja, esse ano comparado com o ano passado, nós já estamos na faixa de 21%. Nós estamos com mais de 200 mortes a menos do que em 2017 se olharmos o Estado inteiro. Eu não tenho a menor dúvida que na próxima edição desse atlas, Santa Catarina vai estar ainda melhor posicionada, com mais cidades incluídas neste rol de cidades mais seguras do país.

“Eu não tenho a menor dúvida que na próxima edição desse atlas, Santa Catarina vai estar ainda melhor posicionada”, afirma o coronel Araújo Gomes – Secom/Divulgação/ND

A capital, Florianópolis, também apresentou números melhores.

Florianópolis é o resultado mais expressivo das mudanças de estratégia que implementamos nos últimos tempos na segurança pública como um todo. Nós estamos com 59% de redução das mortes violentas em relação ao ano passado. Destacando que não são só as mortes violentas, caíram também os roubos, furtos e outros indicadores que não são tão objetivos como a confiança na polícia e o medo da vitimização, também melhoraram.

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