Trotes telefônicos para centrais de emergência geram prejuízo de R$ 1 bilhão ao ano, alerta estudo

Balanço Geral Florianópolis

De segunda a sábado, às 11h50

Os trotes por telefone, ainda, são um grande problema. Os números do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), dos bombeiros e da polícia não escapam. Além de ser crime, a brincadeira de mau gosto pode por em risco vidas reais e gerar prejuízos.

Esses atendimentos podem salvar uma vida, mas muitas vezes acabam sendo interrompidos por ligações indesejadas. “Isso causa um prejuízo não só a Polícia Militar, a organização e autoridades que irão gastar esse esforço para verificar esse fato que não aconteceu, enquanto que algo realmente sério pode estar ocorrendo”, explica o major Marcelo Venera, da PM (Polícia Militar).

A Central Regional de Emergência recebe as chamadas direcionadas para a PM. Por mês, recebem mais de 22 mil ligações. De um lado são atendidas as ocorrências para os Bombeiros Voluntários e Samu, que ultrapassa mais de 11 mil ligações todo mês.

Leia também:

Número alto

A cada 100 ligações que a PM recebe, uma é trote. A mesma quantidade se aplica ao Samu, somando mais de mil ligações indevidas por mês. A reportagem da RICTV Record acompanhou a Central de Atendimento e registrou uma criança que ligou para a Central do Samu, para “brincar”.

A pessoa que faz o trote pode responder na justiça por comunicação de falso crime. De acordo com a delegada de Joinville, Tânia Harada, a novidade é que casos assim serão encaminhados a PGE (Procuradoria Geral do Estado), para que seja buscado o ressarcimento das horas de trabalho atendendo à falsas ocorrências.

Prejuízo bilionário

Segundo estudo realizado pelo Senado Federal, os prejuízos causados por trotes telefônicos somam mais de R$ 1 bilhão todos os anos. Consequentes dos atendimentos a chamados falsos para polícias, bombeiros e serviços de saúde.

O Samu tem um programa de educação feito nas escolas para conscientizar a população, principalmente as crianças da importância dos serviços de emergência e os riscos que eles podem causar quando não são levados a sério. “Com esse trabalho que executamos, já conseguimos diminuir de 15% a 8% o número de ligações indevidas que recebemos”, conta a educadora do Samu, Ana Paula de Souza Vieira.

Mais conteúdo sobre

Mais vídeos