“Considero auspicioso”, diz Hamilton Mourão sobre os seis primeiros meses do governo Bolsonaro

RIC Notícias SC

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Logo após o evento o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, concedeu uma entrevista exclusiva à Acaert. Economia e segurança foram alguns dos temas pautados.

Avaliação dos seis primeiros meses

Os seis primeiros meses foram um momento de acomodação e de iniciar e desenvolver o planejamento que havia sido feito, durante o período da campanha eleitoral e da transição governamental que ocorreu. Os pontos principais foram a seleção do ministério, onde o presidente buscou colocar cargos técnicos. Em primeiro movimento houve um enxugamento no número de ministérios, não foi algo simples, a explanada já havia sido explodida de tal forma que reconstruir esse pacote vira algo complicado. Buscamos primeiramente o equilíbrio fiscal por meio da reforma da previdência, enviada ao congresso e aprovada na Câmara já em primeiro turno. O pacote anti-crime do ministro Sérgio Moro atende aos anseios do povo, a segurança pública ainda é um enorme problema e grande preocupação da população brasileira. Considero esses seis primeiros meses bem auspiciosos.

Tramitação da reforma da Previdência

Não resta dúvida que a proposta que enviamos ao congresso era mais ambiciosa. A gente sabe que o diálogo e a paciência que precisamos ter na composição política, ela leva que lá dentro do parlamento a discussão se aprofunde. E o parlamento que podemos dizer que reflete os anseios reais da massa da população, ele colocou aquela reforma que era possível. Eu considero que foi uma boa reforma.

Inclusão do Estados e municípios

Estados e municípios são uma peça fundamental, mas não sei se vão conseguir serem incluídos, porque não sei os prazos que terão que decorrer, se terá que voltar para a Câmara. Ainda há uma discussão em torno disso. Se puder ser incluído sem maiores delongas, eu acho que favorece o conjunto da nação.

Reforma tributária

A reforma tributária ela influi naquilo que vinha a ser o redesenho do pacto federativo, uma vez que nós temos um sistema tributário caótico, onde a distribuição deste recurso é 70% na mão da União e 30% na mão de Estados e municípios. Para inverter isso temos que reorganizar o sistema. Além da tributária, temos que trabalhar em cima da reforma do Estado e outras medidas na microeconomia para melhorar a questão da empregabilidade e renda devido ao alto número de desempregos.

Desburocratização da atividade produtiva

Essa questão já começa com a medida da liberdade econômica. Já foi analisada pelo relator, o deputado Jerônimo Gorgen. Ela concede muito mais facilidade na abertura, fechamento de empresa, questão de registro de patentes, questão de privatizações, muitas delas terão que passar pelo congresso.

Desemprego

Nós consideramos que a aprovação da reforma da Previdência ela cria um clima de confiança que no país estabelece logo a relação em consequência a investimentos que estão represados, vão surgir. Ao surgirem esses investimentos, óbvio que o nível de emprego irá subir. Nós precisamos aumentar drasticamente o nível de emprego, temos hoje em torno de 13 milhões de desempregados no país e outros na informalidade.

Estados exportadores

O mundo hoje vive uma guerra comercial que está levando um certo protecionismo em determinados países. Nós temos que saber adotar uma posição flexível e pragmática para extrairmos o melhor dessa situação e buscarmos sempre aquilo que é chave nas relações internacionais. É o benefício mútuo tanto para o Brasil como nosso parceiro comercial.

Visão do governo sobre Santa Catarina

O que eu vejo em Santa Catarina é um estado que está muito bem posicionado pela situação que vive de alta produtividade. A gente sabe que a questão de infraestrutura e logística ainda tem uma deficiência. É onde o governo federal pode auxiliar o Estado na busca de investimentos.

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