Prefeituras de SC usam ferramenta virtual para apontar soluções no trânsito

RIC Notícias SC

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Uma pesquisa divulgada recentemente apontou que Florianópolis é a pior capital do Brasil em termos de mobilidade. Para evitar o gasto público com obras desnecessárias, prefeituras do Estado estão usando uma ferramenta virtual que aponta qual a melhor solução para desatar o nó do trânsito.

Em Florianópolis é difícil encontrar quem não reclame. A falta de estrutura, excesso de veículos, obras que não dão conta. A maioria dos municípios sequer sabe qual é o problema.

Inicialmente, os municípios com mais de 20 mil habitantes tinham até 2015 para fazer o plano de mobilidade. Este prazo foi prorrogado para abril deste ano e mesmo assim menos de 15% fizeram. A justificativa foi a falta de dinheiro para isso.

Chapecó fez, e usando uma ferramenta que facilita o diagnóstico, simula alterações e também o comportamento do trânsito com o aumento do fluxo no futuro.

A ferramenta é usada pelo Labtrans (Laboratório de Transporte e logística) da UFSC há nove anos. Com ele, é possível simular cenários desde a criação de um corredor de ônibus ou então o que acontece com o trânsito se duas faixas da Avenida Beira-Mar na Capital forem interrompidas por conta um acidente, por exemplo.

A prefeitura de São José investiu quase R$ 57 mil no ano passado em um estudo que durou seis meses. Na cidade, o Labtrans monitorou 74 pontos. Depois do relatório, a prefeitura desistiu de fazer algumas alterações. Outras já estão mapeadas e definidas.

Chapecó é um dos poucos municípios que já fez o estudo e transformou em lei. Agora, o planejamento deve ser seguido independentemente de quem for o próximo prefeito.

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