Esquema de corrupção é desvendado na Câmara de Vereadores de Itapoá; 30 pessoas são indiciadas

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A Polícia Civil de Itapoá finalizou a etapa da operação ‘Iceberg’, que apurava casos de corrupção de vereadores e servidores públicos no Norte de Santa Catarina. Mais de 30 pessoas foram indiciadas.

Segundo o inquérito, o prejuízo aos cofres públicos foi superior a R$ 100 mil. O valor pago em diárias a vereadores e funcionários da Câmara de Itapoá deveria ser usado em cursos de capacitação. De acordo com o delegado Leandro Lopes de Almeida, os vereadores se inscreviam nestes cursos, compareciam ao local, mas lá nenhum curso era concretizado.

Foi cumprido mandado de busca e apreensão na sede do legislativo. A polícia apreendeu documentos e um notebook com a contabilidade da casa. O presidente da câmara na época, Osni Ocker, é apontado pela investigação com interlocutor entre os vereadores e a empresa que oferecia os supostos cursos.

A investigação teve início em 2016, mas os desvios aconteceram, segundo a polícia, entre 2006 e 2014. Ao todo 32 pessoas foram indiciadas, são 20 vereadores e ex-parlamentares da câmara de Itapoá, sete funcionários da casa e cinco empresários responsáveis pelos cursos. Eles irão responder por falsidade ideológica, peculato e organização criminosa.

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