Motorista do Jaguar que matou duas pessoas na BR-470 admite que bebeu

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Na tarde da ultima quinta-feira (23) aconteceu a audiência de instrução de Evanio Prestini, o acusado pelo acidente que matou duas jovens na BR-470, em Gaspar, no dia 23 de fevereiro deste ano.

Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), Evanio dirigia alcoolizado quando colidiu contra um Fiat Pálio onde estavam cinco jovens. Amanda Grabner, de 18 anos e Suélen da Silveira, de 21, não resistiram aos ferimentos. O réu é acusado de dois homicídios duplamente qualificados, três tentativas de homicídio e o crime de trânsito por dirigir embriagado.

Na audiência, que durou cerca de meia hora, Prestini admitiu que teria bebido em uma pizzaria na noite anterior. O advogado do réu, Nilton Macedo Machado, afirmou ainda que o cliente não está arrependido, mas sim constrangido por causar sofrimento as famílias dele e das vítimas.

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O Juiz responsável pela audiência estipulou um prazo até quarta-feira (29) para decidir se Evanio vai responder o processo em liberdade e também se vai à júri popular. A defesa não solicitou a revogação da prisão do acusado.

A defesa das vítimas reafirmou o desejo pelo júri popular e alegou que o réu até agora não cumpriu com as responsabilidades civis do processo, além de não ter feito um pedido formal de desculpas.

Durante a audiência manifestantes realizaram um ato em defesa das vítimas na frente do Fórum de Gaspar, uma das sobreviventes do acidente esteve presente.

Maria Eduarda, uma das cinco jovens que estava no Pálio atingido pelo Jaguar, participou da manifestação em uma cadeira de rodas, onde deve permanecer por cerca de um ano por causa do acidente. As famílias declararam que as outras duas sobreviventes, Thaynara, a motorista, e Tayná, ainda estão muito abaladas e fazendo tratamento psicológico, por isso não tiveram condições de comparecer.

As família das vítimas entraram na justiça pedindo indenização para que o acusado pague as despesas médicas e o tratamento psicológico das meninas, mas ainda não receberam resposta. Na saída da audiência a tia de Amanda Grabner, Elizbeth Grabner, fez um apelo ao advogado do réu pedindo por justiça que comoveu todos os que estavam presentes no local.

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