Após prata em Tóquio, líbero Camila Brait anuncia aposentadoria da seleção de vôlei

Brasil ficou com a prata nas Olimpíadas de Tóquio após ser derrotado por 3 sets a 0 pelos Estados Unidos na grande final

A líbero Camila Brait, de 32 anos, anunciou sua aposentadoria da seleção brasileira de vôlei feminino após a derrota para os Estados Unidos, na final dos Jogos Olímpicos de Tóquio, por 3 sets a 0. Ela afirma ter realizado um sonho ao ter conseguido conquistar uma medalha.

Após prata em Tóquio, líbero Camila Brait anuncia aposentadoria da seleção de vôlei – Foto: YURI CORTEZ / AFPApós prata em Tóquio, líbero Camila Brait anuncia aposentadoria da seleção de vôlei – Foto: YURI CORTEZ / AFP

“Foi minha primeira e última Olimpíada, mas saio com um pódio”, afirmou. “Realizei esse sonho de disputar uma Olimpíada, veio a prata e estou muito feliz. Meu sentimento é de gratidão e de dever cumprido. Valeu a pena ter ficado longe da minha família, mas ano que vem eu não volto. Tenho outros planos para mim daqui para frente”, completa.

O técnico José Roberto Guimarães, no entanto, ainda espera contar com Brait pelo menos no Campeonato Sul-Americano. O torneio será disputado no próximo mês e é classificatório para o Mundial.

Renovação

Medalhista mais velha do País entre as mulheres de todas as modalidades, a central Carol Gattaz, aos 40 anos, passa o bastão para a nova geração.

“O time vai ter de sofrer uma renovação. Quem for vai precisar de rodagem, mas vai renovar bem. Temos grandes jogadoras vindo, meninas altas e boas. Mas as coisas acontecem com o tempo. Com o passar dos anos, elas vão ter o entendimento do que é uma seleção brasileira. Vão ter de começar a montar um ciclo novamente”, disse.

Brasil perdeu para os Estados Unidos na final do vôlei feminino – Foto: Wander Roberto/COB/NDBrasil perdeu para os Estados Unidos na final do vôlei feminino – Foto: Wander Roberto/COB/ND

Dentro desse processo de mudança da equipe, a oposto Rosamaria deve ser um dos pilares da seleção até Paris-2024. A jogadora de 27 anos encerra os Jogos de Tóquio fortalecida após boas atuações e bem avaliada por substituir à altura Tandara, flagrada no exame antidoping.

“Saio mais experiente e mais confiante. A Olimpíada foi um divisor de águas, mostrei para mim mesma que poderia realizar esse sonho. A gente sabe que o caminho, por mais que seja mais curto, são apenas três anos, é um caminho longo. Muita coisa vai mudar na seleção, rostos novos, mas espero fazer parte do grupo”.

Gabi, também de 27 anos, é outra que faz projeções de olho na próxima Olimpíada. “Conquistamos uma prata que vale como ouro, por tudo que passamos. Não éramos favoritas e mostramos que tínhamos capacidade. Não largamos a mão uma da outra em momento algum. Individualmente não somos a melhor equipe, mas, se jogarmos com essa entrega, temos boas chances em Paris”.

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