FIVB nega ‘comunicação formal’ da CBV sobre finais da Liga Mundial

Entidade afirma que presidente Ary Graça não se reuniu com a confederação para tratar assunto

Divulgação

A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) nega que tenha havido “comunicação formal” por parte da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para tratar da realização das finais da Liga Mundial de 2015. Nesta quarta-feira, o LANCE!Net publicou a informação de que o superintendente e vice-presidente da CBV, Neuri Barbieri, e o presidente da FIVB, Ary Graça, se encontraram no Rio de Janeiro no mês passado. Na ocasião, o assunto teria entrado em pauta.

“A Federação Internacional de Voleibol (FIVb), esclarece que não houve comunicação formal por parte da CBV em relação à realização das finais da Liga Mundial no Brasil. Tampouco houve reunião para tratar do assunto”, disse a FIVB em nota enviada ao L!Net.

De acordo com Neuri Barbieri, Ary não teria dado nenhuma garantia sobre o local onde acontecerão as finais da Liga. Até o dia 12 de dezembro do ano passado, o Brasil estava confirmado como sede, mas a CBV anunciou a desistência alegando não compactuar com práticas adotadas pela FIVB em meio à divulgação de um relatório da Controladoria Geral da União (CGU) que apontava irreguaridades na gestão de Graça na entidade brasileira.

Mas, após o encontro, a postura de ambas as partes mudou, segundo o dirigente. A CBV já se mostra disposta a voltar atrás na decisão. O problema é que a FIVB já mantém conversas com Austrália e Polônia. Por enquanto, nenhuma notificação sobre o palco do evento foi enviada à CBV.

“Também informa que não existe conflito entre as duas entidades. A CBV, como afiliada da FIVb, é sempre bem recebida nos debates sobre assuntos de interesse do voleibol”, completou a FIVB.

Relembre o conflito entre CBV e FIVB

Guerra declarada
No dia 4 de dezembro de 2014, a CBV recebeu relatório da Controladoria Geral da União (CGU) com os resultados da auditoria que investigou denúncias de irregularidades na entidade feitas pela ESPN. Em seguida, a confederação cancelou contratos firmados na gestão de Ary Graça e acionou judicialmente os nomes apontados pela CGU para que os valores fossem ressarcidos.

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Represália?
Uma confusão ao fim do jogo Brasil x Polônia pela terceira fase do Mundial, em setembro de 2014, rendeu ao técnico Bernardinho 10 partidas de suspensão e multa de U$ 2 mil (R$ 5,6 mil). Mário Junior foi suspenso por seis jogos. Murilo, por um partida. Já Bruninho levou multa de U$ 1 mil (R$ 2,8 mil). As punições foram anunciadas no dia 12 de dezembro, um dia após a divulgação do relatório da CGU. A atitude foi vista pela CBV como represália da FIVB.
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Reação imediata
A CBV anunciou no mesmo dia que abriria mão de sediar a fase final da Liga Mundial de 2015. Agora, já voltou atrás.

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